Sem família e quase sem dinheiro, a situação começa a ficar difícil e pode piorar ainda mais
Pouco a pouco, Geninho está afundando numa vala imensa que ele próprio criou. Suas atitudes o afastam cada vez mais de sua família, que começa a fazer questão de tê-lo bem longe. E o dinheiro que ele recebeu de Laerte está indo rápido demais pelo ralo. Como se não bastasse o que ele gasta com roupas de marca, restaurantes caros e viagens, ele agora também deu para apostar em jogo. Geninho não desistiu de dar a Mazé e Tião a parte que lhes cabe na venda de suas terras. Ele vai até a casa onde sua mãe está morando de favor e lhe entrega um cheque. Mas Mazé não quer dinheiro algum. Ela só quer sua casa de volta. Certo de que ela vai acabar aceitando por necessidade, Geninho deixa o cheque sobre a mesa. Mazé não quer conversa: ela imediatamente pega o cheque, rasga-o em pedacinhos e joga tudo no chão. Se pudesse eu rasgava você igualzinho!, ela diz. Atraído pelo barulho, Zé Higino já chega com chicote na mão. Ele não pensa duas vezes: parte para cima do neto e lhe acerta umas boas chicotadas! O avô é a ira em pessoa: Eu não tenho mais neto! E Mazé, se tiver vergonha na cara, não tem mais filho!. Geninho não consegue acreditar que a situação tenha chegado a tal ponto. Mazé tenta segurar o sogro, mas não consegue. Vou preso com muito gosto depois de ter dado nele a surra que ele merece!, diz Zé Higino. Depois de uma recepção como essa, Geninho cai em si e vai embora correndo, cheio de mágoa: Pois podem esquecer de mim de uma vez., agora quem não faz mais questão de ter família sou eu!. Ele vai, mas leva consigo uma série de perguntas que começam a preocupá-lo: E se o juiz manda desfazer a venda? Como é que vai ser? Como é que eu vou prestar contas do dinheiro que eles me deram?. Sabe aquela primeira parcela que Laerte havia dado a ele? Não sobrou um centavo sequer. Geninho já gastou tudo, sendo que boa parte ele perdeu jogando pôquer.