ILUSTRADO
Sábado, 27 de Abril de 2013, 12h:40
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ARGENTINA
Feira homenageia Vinicius de Moraes
O centenário do poeta Vinicius de Moraes (1913-1980) está no centro das homenagens que a Feira do Livro de Buenos Aires realizará neste ano. A 39ª edição do evento, que abriu suas portas na quinta-feira (25) na Sociedade Rural, em Palermo, tem como tema, ainda, a cidade de Amsterdã. Integram a comitiva brasileira na cidade os escritores Luiz Ruffato e Milton Hatoum, além do cantor Toquinho, que fez um show ao ar livre, grátis, na Plaza Italia, e da neta de Vinicius, Mariana, que fará dois concertos. É a primeira vez que a literatura brasileira contemporânea terá uma representação significativa no evento. Nos últimos anos tem-se traduzido muito do português, quebrando um desconhecimento profundo que tínhamos da produção brasileira, disse Gabriela Adamo, diretora da feira. Ela destacou o trabalho editorial de Adriana Hidalgo, que tem trazido ao mercado vários autores brasileiros. Hatoum e Ruffato têm traduções na Argentina. Da Holanda virão autores como Cees Nooteboom e Jan van Mersbergen. Entre os autores internacionais presentes, estão ainda nomes como J.M. Coetzee (África do Sul), Pérez-Reverte (Espanha), Juan Villoro (México), Vladimir Sorokin (Rússia), Laura Esquivel (México), Javier Cercas (Espanha) e Leonardo Padura (Cuba). Pérez-Reverte, um dos mais importantes autores espanhóis contemporâneos, chega com El Tango de la Guardia Vieja, um romance sobre a Buenos Aires dos anos 1920, que será lançado também em algumas casas de tango da cidade. Já Juan Villoro participará de uma mesa para discutir literatura e futebol com o argentino Eduardo Sacheri (O Segredo de Seus Olhos). Adamo diz que as pretensões da feira portenha são as de alinhar-se a eventos grandes e comerciais, sem perder de vista o lado artístico. Um pouco como a feira de Guadalajara e as bienais do livro do Rio e de São Paulo. O pavilhão da Sociedade Rural localiza-se nos parques de Palermo. Este deve ser o último ano do evento nessa região, uma vez que será levado ao gigantesco parque Tecnópolis, recém-construído pelo governo nacional nos subúrbios da cidade. É uma transição meio dura, sei que São Paulo já passou por isso. Outra razão para se desfrutar a feira desse ano, que ainda ocorre em seu endereço mais tradicional, diz Adamo. (Com Folha SP)