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ILUSTRADO
Quinta-feira, 22 de Julho de 2010, 21h:06

CINEMA

Duas boas novidades

“Predadores”, retomando a fórmula original e “O Bem Amado”, filme brasileiro de Guel Arraes, são os novos títulos em cartaz em Cuiabá

Finalmente um ar novo no cinema. Olhar para a programação e ver três ou quatro opções em quinze salas estava ficando desconfortável. As duas estreias são diferentes em gênero e ritmo, uma comédia com o impagável Marco Nanini e uma ficção superagitada com Adrien Brody. O filme Predadores é um novo e ousado filme do universo de Predador, com produção de Robert Rodriguez(Sin City e El Marichi) e direção de Nimrod Antal (Assalto ao Carro Blindado, Temos Vagas). Como adiantamos o filme é estrelado por Adrien Brody, o mais jovem ator a ganhar o Oscar da categoria de ator. Brody é Royce, um mercenário que relutantemente lidera um grupo de combatentes de elite e descobre que eles foram levados para um planeta alienígena para servirem como presas. À exceção de um médico que caiu em descrédito, todos são assassinos a sangue frio: mercenários, mafiosos da Yakuza, presidiários, membros de esquadrões da morte - ou seja, "predadores" humanos que agora serão sistematicamente caçados e eliminados por uma nova raça de predadores alienígenas. Em entrevista ao site Omelete que, aliás, esteve no set e entrevistou produtor e atores, o diretor do longa Antal explicou que desconsideraram totalmente as sequências do filme original Predador por conta da estética. Eles queriam uma história mais próxima do primeiro filme. A computação gráfica foi utilizada o mínimo Possível e as cenas ganharam contornos mais realistas. Outra comemoração da equipe do Omelete foi a censura, eles não estavam na época da finalização preocupados em aliviar a violência para classificar como apropriado para 14 anos, ou seja, a ação deve agradar aos que gostam de sangue. Robert Rodriguez assina como produtor executivo, mas ele concebeu o primeiro roteiro do atual Predadores em 1995. Contudo seu roteiro ainda contava com Schwarzenegger e segundo ele mesmo era um pouco datado, por isso o roteiro atual pegou o cerne do seu e foi adaptado por Alex Litvak e Michael Finch que são estreantes praticamente. Além da brasileiríssima Alice Braga(Ensaio sobre a cegueira) integram o elenco: Topher Grace (11 homens e um segredo), Danny Trejo (Triplo X), Derek Mears (Sexta-feira 13 – 2009), Walton Goggins (Identidade Bourne), Oleg Taktarov (Miami Vice), Laurence Fishburne (11 minutos), entre outros. O Bem Amado foi exibido pela primeira vez em 1973, e é um dos marcos da televisão brasileira. Foi o primeiro folhetim a mostrar personagens e histórias genuinamente brasileiras, a primeira novela nacional em cores, a primeira produção da Globo exibida no exterior e o primeiro trabalho de Lima Duarte como ator da emissora. Em razão do grande sucesso, O Bem Amado deu origem a uma série homônima, que foi ao ar entre 1980 e 1984, com 220 episódios. Baseado na obra de Dias Gomes, “O Bem Amado” foi adaptado para o cinema por Guel Arraes e conta a história do prefeito Odorico Paraguaçu (Marco Nanini), que tem como meta prioritária em sua administração na cidade de Sucupira a inauguração de um cemitério. É apoiado pelas irmãs Cajazeiras - com as quais o político viúvo mantém relações muito próximas. E tem em Vladimir (Tonico Pereira), dono do único jornal da cidade, seu principal opositor. A história passada no início dos anos 60 é narrada por Neco Pedreira (Caio Blat), um jovem que se apaixona por Violeta (Maria Flor), a filha do prefeito, moça moderna que estuda na capital. Os dois vivem um romance proibido enquanto Odorico sonha em abrir o cemitério municipal. Por falta de defunto, o prefeito nunca consegue realizar sua meta. Odorico arma situações para que alguém morra - inclusive importando um moribundo, Ernesto, que não morre e contratando Zeca Diabo (José Wilker), o matador responsável pela morte de seu antecessor. A direção é assinada por Guel Arraes e completam o elenco Matheus Nachtergale como Dirceu Borboleta, Andréa Beltrão, Drica Moraes e Zezé Polessa como as Irmãs Cajazeiras e Edmilson Barros como Chico Moleza. Guel Arraes é um espetáculo a parte. Ele vem da escola global de excelência e traz consigo um currículo de dar inveja: Prêmios de Melhor Diretor e Melhor Roteiro, no Grande Prêmio Cinema Brasil, por O Auto da Compadecida (2000); Prêmio do Público, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami, por O Auto da Compadecida (2000); Prêmio EPFTV de melhor direção por O Auto da Compadecida, em 1999; melhor humorístico por Os Normais em 2001 e novamente em 2002; melhor humorístico por A Grande Família no ano de 2003 e indicado ao prêmio de melhor roteiro adaptado por “Ó Paí Ӕ em 2008. Além disso, Lisbela e o prisioneiro e a antológica Armação Ilimitada também têm suas digitais.

Edição EDIÇÃO 16967




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