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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 03 de Março de 2012, 14h:22

CRÔNICA

Debate

Luís Gonçalves*
Especial para o Diário de Cuiabá
Sempre ponderei que deveria existir um método de ensino diferenciado. Nunca concordei com o velho rigor da escola tradicional. Uma severidade desnecessária. Aquele lance batido de levar tarefa para fazer em casa, fabrica adulto complexado. Quando profissional, o aprendiz entende que deve levar trabalho pra casa e compromete totalmente o rendimento domiciliar. Isso quando não transfere o medo escolar para o trabalho e começa a cabular tudo na vida que não lhe inspire confiança. Esse lance de casa e colégio é complicado porque o aluno começa a montar reflexo entre pais e professores. Um está sempre assinando embaixo a ação do outro. Parece um complô para enquadrar o estudante na posição de filho aluno. Tipo assim. Desculpe essa gíria é passada. Dê sessenta! Cheira naftalina. Em determinado momento o aprendizado mistura com a conduta moral e altera as ligações. Começa as medidas padrões de comportamento e as interferências externas. Essas inquietações sempre ralaram a minha alma penada juvenil. Passado. Recentemente andando à-toa por ai pela web passei diante de um site de ensino. Como estava naquele período fuça porco fui em frente. Gastei todo o meu senso de xereta por lá até que me cansei. Ouvi as apresentações e conferi as ferramentas básicas. Fui. Como me ausentei da terrinha quente, nos últimos anos, meus contatos passaram a ser mais frequente através da web. Curiosamente utilizando a técnica do portal de educação. Conferência em vídeo e intensa conversação via chat utilizando ferramentas diferenciadas. A cada novo grupo uma nova ferramenta. No condicional mundinho digital ninguém utiliza a mesma ferramenta. Seria repetitivo. Como o universo é amplo cada um tem a que melhor lhe agrada ou corresponde à expectativa. Quem fala com vários grupos, ao longo do tempo acumula um feixe de ferramentas que correspondem ao lixo digital. O lixo do futuro que certamente um dia irá acabar com a camada de proteção da plataforma digital. Toma espaço e deixa a máquina a cada dia mais lenta. O travamento é natural porque não se descarta o que poderá vir a ser útil numa outra oportunidade. Cansado dos dissabores decidi montar uma máquina apenas para a comunicação e manter outra somente para o trabalho. Depois com maior intimidade com a parafernália informática optei por uma técnica menos radical. Mesmo assim ainda mantenho uma máquina só para os bate-papos na net e outra somente para a digitação. Recentemente no meio de uma conferência online o fomentador abordou o assunto e elaborou algumas dicas práticas de como descartar o lixo digital. Fiquei tão impressionado que resolvi ser mais um seguidor assíduo do grupo técnico. Ainda não sei dizer se o método funciona, mas curto mesmo é a parada didática de ensino. Toda semana há uma apresentação ampla das novidades, com a presença de vários nerds e papas do assunto. A aula é super séria. O debate é enriquecido com fartos materiais super interessantes. O forte é a dinâmica apresentada. Tudo é muito rápido dando a impressão de que precisa acabar logo com isso que a polícia vem ai. Em seguida ninguém mais fala no assunto. Caso tu perdeu alguma coisa que vá procurar aonde José deixou a precata. Lá tu não encontras nada e ninguém dá pista alguma. Ninguém quer saber se tu sacou ou não. A aula sempre inicia com o facilitador todo complexado em total sabedoria. Afirmando que todo mundo sacou tudo da aula anterior. Chateado com a situação decidi discordar do rapaz. Como as minhas lamúrias não deram eco, insisti. Nada! Apelei para o administrador do sistema antes que acabasse a conferência. Recebi a seguinte mensagem: dá um salvar ai na toda... Se tá na dúvida, sê vira! Pergunte ao Google. Valeu! Luís Gonçalves – Publicitário e Escritor e colabora com o DC Ilustrado. [email protected]

Edição EDIÇÃO 16966




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