ILUSTRADO
Quarta-feira, 28 de Junho de 2006, 20h:30
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HOMENAGEM
Cuiabá se rende a Mozart
O melhor da obra de Mozart será mostrado neste final de semana pelo Conservatório Dunga Rodrigues no Sesc Arsenal
ADRIANA NASCIMENTO
Da Reportagem
Em homenagem aos 250 anos de nascimento do compositor Wolfgang Amadeus Mozart, vários segmentos que lidam com a música na capital mato-grossense realizam eventos para que o mundo não esqueça de suas obras. Se é que isso é possível! Depois da ópera bufa Cosí fan tutte, apresentada em 2005 durante a Literamérica, este ano, a UFMT monta a peça A flauta mágica, cuja produção está a todo vapor para ser apresentada ao público em outubro e dezembro deste ano. Antes disso, no entanto, já no próximo fim de semana, outra oportunidade conferir a bela obra de Mozart é o projeto de formação de platéia erudita do Conservatório Musical Dunga Rodrigues, que acontece entre 30 de junho a 2 de julho, no Teatro do Sesc Arsenal, sempre às 20h, com o espetáculo Mozart, 250 anos de genialidade. A Diretora do CMDR, Edith Barros Seixas Pereira, explica que o evento traz obras do período clássico de Mozart apresentadas em diversas formas composicionais como árias da Ópera Don Giovanni, canções, duos, danças, minuetos, sonatas, serenata, sinfonias. Um prato cheio para quem aprecia os clássicos. Para o Conservatório é uma honra prestar homenagem a tão ilustre Mestre da Música Erudita. Mozart foi um dos mais espantosos exemplos de precocidade na história da arte: desde os três anos de idade revelou excepcional aptidão para música. Haydn, compositor renomado, que viveu no mesmo período que Mozart e Beethoven, disse certa vez que a humanidade não teria um gênio musical nos próximos 100 anos. Não conseguiu ter nem em 250, lembrou Edith. O gênio - Wolfgang Amadeus Mozart nasceu em Salzburgo a 27 de janeiro de 1756. Seu nome de batismo era Johannes Chrisostomus Wolfgang Theophilus Mozart. Mas posteriormente, trocou o prenome Theophilus para Amadeus. Na universidade de Salzburgo, em 1761, apresentou-se ao público pela primeira vez. Aos seis anos de idade, Mozart compôs seu primeiro minueto para piano. Aos dezesseis anos já tinha composto quase 200 obras em todos os gêneros. Conseguiu o título de maestro de concertos do arquiduque de Salzburgo e em 1769 viajou para a Itália, onde passou dois anos percorrendo Milão, Roma e Nápoles. As estréias de suas óperas se sucederam com um sucesso rotundo e crescente. Compositor essencialmente vocal foi na ópera que se realizou de modo mais completo o gênio de Mozart. As primeiras óperas datam ainda da adolescência do mestre. Ao todo realizou 23 óperas, destacando-se seis, todas elas do último período de sua vida. A primeira é Idomeneo, rei de Creta (1781), influenciada por Gluck. Os coros solenes e o brilho da orquestra dão à obra o caráter de espetáculo majestoso. Don Giovanni talvez seja a maior dessas obras-primas. É a ópera mais complexa de Mozart. A mais ambígua, porque resume, nos seus acentos trágicos e burlescos a própria existência humana. Mozart deu vida ao compor concertos, principalmente para piano e orquestra, aperfeiçoou instrumentos e fugiu dos rígidos padrões clássicos da sua época, traduzindo a beleza e emoção em música, que é perfeita. Finalmente, é na música de câmara que se revela a maior complexidade do espírito de Mozart, a zona de sombra entre uma intensa energia e uma melancolia profunda, que desmente a imagem do Mozart rococó, brilhante. Essa imagem ainda pode persistir na popularíssima Serenata nº. 13 KV 525 Pequena Serenata Noturna. As obras de Mozart são identificadas pelo prefixo K, seguida de um número que designa a ordem cronológica das composições. O K vem do nome de Ludwig Von Köchel, que organizou um catálogo das obras de Mozart, publicado em 1862, sob o título de Registro cronológico-temático de todas as obras musicais de W. Amadeus Mozart. Em alemão a sigla é KV, isto é Köchel-Verzeichnis. Uma revisão definitiva desse catálogo foi elaborada por Alfred Einstein, em 1937. Ninguém sabe de que Mozart morreu. Seus restos mortais desapareceram e o crânio conservado no Mozarteum de Salzburgo certamente não é seu. Fica sua música, que, essa sim, é sua e cada geração descobre em toda sua beleza como se tivesse sido composta ontem e como diria, enquanto a música de alguns desapareceu, a de Mozart sempre cresceu para a posteridade. SERVIÇO O QUÊ: Mozart, 250 Anos de Genialidade ONDE: Teatro do Sesc Arsenal 13 de Junho s/nº - Porto QUANDO: 30 de junho a 2 de julho, 20h QUANTO: R$ 10,00 (venda antecipara no CMDR - Rua Luis Carlos Pinheiro, 480 Bairro: Santa Helena) INFORMAÇÕES: 3621-1339