ILUSTRADO
Terça-feira, 15 de Maio de 2007, 20h:37
A
A
DVDs
Confusão armada no doce lar dos Silva
O filme nacional, A Grande Família, Factótum Sem Destino, baseado em Charles Bukovski e Uma Noite no Museu, com Bem Stiller, são avaliados
Juarez Compertino
Especial para o Diário de Cuiabá
Sitcom de sucesso da TV brasileira há seis anos, A Grande Família (Brasil,2007/Europa) ganhou uma versão longa a mais que os vinte minutos do original que oferece a mesma fórmula, só que esticado com um arco dramático que fala de morte e desilusão, mas sem deixar de fazer rir. Química entre o diretor Mauricio Farias e elenco, aliados a um roteiro engenhoso de Cláudio Paiva e Guel Arraes, são os trunfos do filme. O mote está na iminente e fantasiosa morte de Lineu (Marco Nanini). Ao passar por um check-up, ele descobre que tem uma mancha no pulmão. Sem coragem, não abre o resultado do exame. É a deixa para o enredo apresentar três desdobramentos possíveis do caso. No primeiro, um covarde Lineu se abate pela suposta doença e perde a mulher, Nenê (Marieta Severo), para um paquera de juventude, Carlinhos (Paulo Betti). A segunda história revela um Lineu inconseqüente e beberrão. O terceiro destino seria o mais harmonioso, aquele que, verdade às claras, encaminha os protagonistas para a felicidade conjugal. Embora o casamento em risco de Lineu e Nenê seja o xis da questão, Agostinho (Pedro Cardoso), Bebel (Guta Stresser), Marilda (Andréa Beltrão), Tuco (Lúcio Mauro Filho) e Beiçola (Marcos Oliveira) também marcam boa presença. Mesmo patinando no seu ritmo, o filme, no geral, diverte.