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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011, 18h:21

CRÔNICA

Comunhão

Luís Gonçalves
Especial para o Diário de Cuiabá
Cuiabá está produzindo uma moçada nervosa. Pessoas que nascem com o sangue rebitado pro lado das patifarias. Qualquer motivo é hora de fazer o corpo tremer na safadeza. A coisa está ficando do jeitinho que a imundície ruim do destino escreveu. O povo anda nascendo longe da santa unção rogando o pecado da carne. Bastando tão somente o sacrifício da criação para despertar a faceirice de jogar o charme na rede em busca da perdição. Na parte que me agrada, isso sem me ater em expectativas vãs, está se chegando aquele belo molejo de anca larga buscando fôlego na brisa. É um apuro de raça apetitosa fugida da linha da razão que quando desanda somente o cata vento da alma lhe dá por vencido. Das minhas patifarias de menino levado andei dando dois ou três encontrões numa dessas figuras que até dias de hoje se não me falha a memória ando em busca de um quarto e meio do peito que me foi levado nessa doideira. São coisas danadas para desatarraxar a polia da dor levando o indivíduo a sofrer dos males da paixão. Não tem coisa pior pra um homem rebitado na safadeza do que dois tanto de dengo muito bem ajustado dessas moçoilas grampeadas de fetiches nada ortodoxos. Esse povo carece de uma folia matreira que inclina o juízo de qualquer vivente de requinte do bem para o canal da perdição. Da inocência ao capitalismo sedutor não se vê uma restinga sequer de pudor. Apenas uma beldade de futricar corações e roçar o ventre na estribeira do pensamento cruel. Embora sempre tenha carregado no prontuário de ser o coisa ruim da perdição, nunca que esfreguei a virilha em tamanho desgaste moral. Sempre fiz meus desacertos muito bem afiançados em boa pinta de indecência, porém cobrindo o limite da proeza como manda a sagrada profissão de fé. Mas tenho nada contra não. É desse jeito que o povo quer é assim que a coisa anda. Nunca que vou contra ao tamanho desfile de sofisticação que a passarela apresenta. Muita coisa mudou. O natal já não é mais o mesmo. Nem mesmo o peru é absoluto. A ceia é uma comemoração com velas postiças e o local tradicional é um móvel decorativo. Está todo mundo brindando a luxúria com taças de cristais recicláveis. É desse jeito! Pela primeira vez o meu natal será realmente feliz porque a coisa está do jeitinho que elas querem. Luís Gonçalves – Publicitário e Escritor e colabora com o DC Ilustrado. [email protected]

Edição EDIÇÃO 16966




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Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL