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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013, 20h:28

MÚSICA

Comemora-se hoje o Dia Nacional do Choro

Dia 23 de abril é o Dia Nacional do Choro em homenagem ao nascimento de Pixinguinha, ícone da música brasileira

Comemora-se hoje, dia 23 de abril, o Dia Nacional do Choro. Também conhecido como Chorinho, trata-se de um gênero de música popular e instrumental brasileira. Esta data foi escolhida em homenagem ao dia de nascimento de Pixinguinha, uma das figuras exponenciais da música popular brasileira, e em especial do choro. O músico, compositor ou instrumentista, ligado ao choro é chamado chorão. Característica freqüentemente apreciada no choro é o virtuosismo dos instrumentistas, bem como a capacidade de improvisação dos executantes. As rodas de choro são reuniões mais informais de chorões, muito diferentes de apresentações e shows. Geralmente acontecem em bares ou na própria casa dos músicos, em que todos se juntam para tocar choro. Não existe uma formação específica e os músicos que vão chegando se juntam à roda. Alguns dos chorões mais conhecidos são Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha. Entre alguns dos choros mais famosos estão “Tico-Tico no Fubá”, de Zequinha de Abreu; “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo; “Noites Cariocas”, de Jacob do Bandolim; “Carinhoso” e “Lamento” de Pixinguinha; “Odeon”, de Ernesto Nazareth. O choro serviu de inspiração a diversos compositores eruditos brasileiros e estrangeiros. Dentre as composições de Heitor Villa-Lobos, o ciclo dos Choros é considerado um conjunto de obras importantes. O compositor francês Darius Milhaud, que foi adido cultural da França no Brasil, inseriu em sua peça “Scaramouche” algumas ideias de choro, inclusive com um plágio de “Brejeiro”, de Nazareth. Também a música erudita inspirou os chorões, como o flautista Altamiro Carrilho, que gravou discos chamados Clássicos em Choro, nos quais toca música clássica com sotaque de choro. SOBRE O CHORO O choro entra na cena musical brasileira em meados e finais do século XIX, e nesse período se destacam Callado, Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth. Inicialmente, o gênero mesclava elementos da música africana e européia e era executado principalmente por funcionários públicos, instrumentistas das bandas militares e operários têxteis. Segundo José Ramos Tinhorão, o termo choro resultaria dos sons plangentes, graves (baixaria) das modulações que os violonistas exercitavam a partir das passagens de polcas que lhes transmitiam os cavaquinistas, que induziam a uma sensação de melancolia. O século XX traria uma grande leva de chorões, compositores, instrumentistas, arranjadores, e entre eles, com destaque, Pixinguinha. PIXINGUINHA Alfredo da Rocha Vianna Júnior nasceu em 23 de abril de 1887. Cedo dedicou-se à música e deixou um legado de inúmeros clássicos, arranjos e interpretações magistrais, como flautista e saxofonista. “Carinhoso”, “Lamento”, “Rosa”, “1 x 0”, “Ainda Me Recordo”, “Proezas de Solon”, “Naquele Tempo”, “Vou Vivendo”, “Abraçando Jacaré”, “Os Oito Batutas”, “Sofres Porque Queres”, “Fala Baixinho”, “Ingênuo”, estão entre algumas de suas principais composições. O apelido Pixinguinha veio da união de ‘pizindim’ – menino bom – como sua avó o chamava, e bexiguento, por ter contraído a varíola, que lhe marcou o semblante. Mário de Andrade registrou a presença do mestre na cena carioca, criando em seu livro “Macunaíma”, um personagem: “um negrão filho de Ogum, bexiguento e fadista de profissão” (Andrade, 1988). A passagem se dá quando o “herói sem nenhum caráter” freqüenta uma “macumba” em casa de tia Ciata. A caracterização de Mário de Andrade ficou difundida com a biografia de Pixinguinha elaborada por Marilia T. Barboza da Silva e Arthur L. de Oliveira Filho: “Filho de Ogum Bexiguento” (Rio de Janeiro, FUNARTE, 1979).

Edição EDIÇÃO 16967




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