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ILUSTRADO
Terça-feira, 09 de Março de 2010, 20h:51

MÚSICA

Banda pop A-ha faz show hoje em São Paulo

Eles chegaram a reunir 160 mil pessoas no Rock in Rio 2 e informam que o pop do momento se reciclou indo para muitas direções e bebendo em diferentes fontes

Jotabê Medeiros
Agência Estado
São Paulo assiste hoje (10) à turnê de adeus da banda de synth pop norueguesa A-ha, uma das maiores dos anos 1980 (chegou a reunir 160 mil pessoas no Rock in Rio 2) "O pop mainstream se tornou chato. Por isso, o novo pop se reciclou indo para muitas diferentes direções, abraçando a influência árabe, latina. Hoje, todas as formas musicais são relevantes", diz o vocalista Morten Harket, sex symbol dos anos 1980, falando à reportagem por telefone, de Buenos Aires - onde o A-ha não tocava havia 19 anos. Cinquentão, Harket ainda está em forma. Os argentinos foram em peso despedir-se de megahits como "Take on Me". O Chile, devido ao terremoto, teve de cancelar. "Tem sido difícil entender a magnitude dessa tragédia no Chile. Não há muito o que possamos fazer, mas estamos tentando incluir uma data extra para Santiago no final de nossa turnê. Milhares de fãs de lá nos esperavam para a despedida", disse Harket. Além de Morten Harket, a banda é formada por Magne Furuholmen (teclados e backing vocais) e Paul Waaktaar (guitarra). Segundo Harket, cantar pela milionésima vez uma canção como "Take on Me" não o incomoda. "A canção transcende sua época e os estilos. Foi regravada por muitos artistas, do hip hop ao death metal. É um espelho do tempo em que foi gravada e ajudou a definir os anos 80." Em 1994, a banda se separou pela primeira vez devido a "conflitos internos". Em 2005, após anos separados, voltaram com o disco "Analogue" e outra turnê mundial. Agora, 5 anos depois, nova despedida, com o repertório da coletânea "Foot of the Mountain". "Eu não pertenço aos anos 1980, nunca me senti tocado por um determinado período de tempo. Quando a gente fala sobre os anos 1980, se remete a um tipo de mentalidade, um desejo de época, e isso se deve a muitas coisas, muitas canções, a artistas de todos os países, da Inglaterra à América." "Nunca tentamos ser algo que não somos. Há sempre um leque grande de desejos em toda época: há os que querem ser entertainers e os que querem ser artistas. Fizemos nosso caminho Não há pátria na música. Nascemos na Noruega, mas podíamos ter nascido em Bristol, no Reino Unido. O que nos define é nossa capacidade criativa."

Edição EDIÇÃO 16967




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