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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 04 de Setembro de 2010, 12h:53

CRÔNICA

Atrás de morro tem morro

Jê Fernandes*
Especial para o Diário de Cuiabá
Mais um vereador pode ser cassado na Câmara de Cuiabá. O presidente da Casa, vereador Deucimar, vangloria disso. Pode ser o terceiro vereador a ser cassado no seu mandato. E ele chama para si essa honraria, pousando-se de honesto e correto, enquanto seus colegas de parlamento têm lá suas dúvidas. Mas, esquece esse assunto. O futuro conta a história de cada um de nós. Vez ou outra, o presente! Agora, que eu estou melancólico, isso não posso negar. Desde terça passada quando anunciou-se, oficialmente, a última edição impressa do Jornal do Brasil. Não chorei, mas as lágrimas de sentimento rolaram do meu coração. E ai vieram as lembranças dos anos sessenta. De quando eu fui pedir ao jornalista Luiz Lôbo, chefe de redação do JB, para estagiar no jornal e, ainda no corredor, encontro com Mauro Cid, que não me reconheceu, mas seguimos em frente, cada um na sua. E por lá fiquei algum tempo convivendo com figuras históricas do jornalismo brasileiro. Mas, o tempo passa e hoje o JB vira página na internet. Por falar em página na internet, continuo fazendo meu Jornal do Ônibus, semanalmente, mas como qualquer cara pintada de jornalista tem lá seu site, blog, twiter e os cambaus, a partir da semana que vem, também, estarei nesse meio com o meu blog. O Blog do Jê que ANOTA E COMENTA. Tentarei ser o mais autêntico possível. Caso não dê para contar histórias do presente ou do futuro, tentarei sobreviver do passado. E tem muita gente que teme o passado. Aliás, alguns políticos que estão ai, como candidatos, sequer pensam que o passado existiu. Eles vivem do futuro. Mais triste fiquei ainda quando os jornais abrem manchetes falando da secura da Baía de Chacororé. Não é possível que aquela imensidão de água está acabando. Juro que a primeira vez que vi as de Sia Mariana e Cachororé, eu me assustei. E por lá fiquei alguns dias em contemplação contínua. Mas, aí os homens descobriram que ali poderia render muito dinheiro e, começaram a destruir seus arredores. Construíram até casas na baía. E eles estão. Alguns até em cargos de fiscalizadores da moral e bom costume. Você entende? Mas, eu vou ficando por aqui, lembrando que “atrás de morro tem morro e não adianta pensar noutros morros se a gente ainda não conseguiu ultrapassar o primeiro.” Ditado chinês. *Jê Fernandes é jornalista, radialista, poeta, cronista, conversador fiado nas horas vagas e, o que mais? Ah! Doméstico e colabora com o DC Ilustrado ( [email protected])

Edição EDIÇÃO 16963




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Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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