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ILUSTRADO
Quinta-feira, 24 de Julho de 2008, 21h:12

CINEMA

Arquivo X e Woody Allen

Dois novos títulos com estilos bastante diferentes chegam às salas de exibição de Cuiabá. Um drama com pitadas cômicas e aquele suspense todo

Cláudio Oliveira
Da Reportagem
Chega aos cinemas dois filmes de estilo marcantes. O segundo filme inspirado na série de TV Arquivo X e o 39º filme do Woody Allen. A série de TV Arquivo X alcançou admirável êxito e manteve-se no ar por nove anos totalizando 202 episódios. Este é o segundo filme inspirado na série, o primeiro foi lançado em 1998. Como a série acabou em 2002 os fãs têm uma ótima oportunidade de rever os agora ex-agentes do FBI. Segunda a crítica de Ronaldo Pelli do G1, o filme é “para agradar aos viciados, aos usuários esporádicos e aos novatos”. Para o crítico o filme não exige um conhecimento prévio da série e também não ignora a grande massa de fãs que com certeza vai ao cinema com a esperança de rever os ídolos e as tramas paranormais inexplicáveis. O filme “Arquivo X – eu quero acreditar” começa com um grupo de mulheres que é abduzido nas colinas rurais da Virgínia, as únicas pistas são grotescos restos humanos que começam a aparecer nas encostas nevadas ao longo de uma rodovia. Com policiais desesperados por qualquer dica e um padre em desgraça(acusado de pedofilia), motivado por visões, a cidade inicia uma caçada que culmina na descoberta de um bizarro experimento secreto que pode ou não estar ligado aos desaparecimentos. Seria um caso típico para os Arquivos X. Mas o FBI fechou o departamento que investigava tais casos paranormais anos atrás. Os melhores profissionais para o trabalho são os ex-agentes Fox Mulder e Dra. Dana Scully, que não têm qualquer desejo de revisitar seus passados. Mas, como afirmou dezenas de vezes a série de TV, a verdade está lá fora em algum lugar... E caberá a Mulder e Scully encontrá-la! Woody Allen, 72, mudou de ares. Saiu do seu eterno amor por NY e partiu para Londres. Este é o seu terceiro filme na cosmopolita terra da rainha. Allen tem um estilo próprio do tipo ame ou odeie, e “O Sonho de Cassandra” não será diferente. Navegando entre a comédia e o drama o diretor ganhador de apenas três Oscars(dada a imensa lista de filmes com qualidade) está muito a vontade na Europa. Em entrevista publicada pela Ilustrada(Folha de SP) ele disse: “É mais fácil conseguir financiamento na Europa. Me dão mais liberdade, porque se respeita o artista mais do que nos EUA. Quando estúdios de Hollywood financiam meus filmes, eles interferem muito. Na Europa, me deixam fazer o que eu quiser”. O filme conta a história de dois irmãos, Ian (Ewan McGregor) e Terry (Colin Farrell), que sobrevivem de maneira modesta. Ian ajuda o pai no pequeno restaurante da família. Terry sonha com a sorte grande em todo tipo de aposta, do pôquer à corrida de cães. Acontece que Terry aposta (e perde) mais do que pode. Ian se apaixona por uma jovem atriz (Hayley Atwell) e vê sua necessidade de dinheiro crescer. Enfim, dinheiro é mais uma vez o motor da história (assim como fora em "Ponto Final - Match Point"). Um agente externo irá transformar essa mistura de ambição e desejo, própria da natureza humana, em um coquetel explosivo. Esse fator aparece na figura de um tio, o homem de negócios Howard (Tom Wilkinson), que pode fornecer o dinheiro que os jovens necessitam para resolver seus problemas. Mas exige uma coisa em troca, porque, afinal, uma mão lava outra, e negócios íntimos se resolvem assim, em família, pois laços de sangue tornam os acordos sagrados. Mesmo os acordos mais escabrosos.

Edição EDIÇÃO 16967




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