ILUSTRADO
Quinta-feira, 25 de Março de 2010, 21h:04
A
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CINEMA
Apenas uma animação
Apesar de não haver opção, ao que tudo indica a animação Como Treinar o seu Dragão deve arrancar risadas e lágrimas do público de todas as idades
Cláudio de Oliveira
Da Redação
Com apenas um filme novo mais uma vez os cinemas apostam na força da DreamWorks. É fácil por um lado acreditar neste lançamento já que é da mesma DreamWorks o estrondoso sucesso da franquia Shrek. Como Treinar seu Dragão (How to Train Your Dragon),tem na direção e roteiro Dean De Blois e Chris Sanders, mais um motivo para botar fé na animação. Os dois diretores vieram da Disney ambos fizeram antes o divertido e moderno Lilo & Stitch. E se vocês repararem, aqui o Dragão tem até algo a ver com o Stitch. Sanders escreveu ainda o excelente Bolt um super cão. A animação se passa em um mundo cheio de Vikings musculosos e dragões selvagens. Um adolescente esquelético e desajeitado, filho de Viking, chamado Soluço decide matar um dragão. O mundo dos dragões e dos vikings vive em constante tensão e matar um dragão é como um rito de passagem para provar que já é adulto. Contudo em meio a sua jornada para a maturidade ele encontra Banguela que vira de cabeça para baixo seu mundo. Banguela desafia tanto ele quanto seus amigos a encararem o mundo a partir de outro ponto de vista. Como Treinar o Seu Dragão é aquele tipo de animação que dialoga tranquilamente tanto com as crianças quanto com os adultos. Aventura, suspense, humor em doses saudáveis, takes lindos, mensagem para os pequenos e uma trilha sonora interessante. Conforme o crítico Heitor Augusto do Cineclick, dentro das possibilidades oferecidas por um roteiro sobre a jornada de um herói, a animação transita calmamente nas cenas de aventura e batalha, incorpora e ironiza os momentos românticos e, de quebra, ainda esculacha os pais autoritários que tratam os filhos como extensão de si mesmos. O crítico Rubens Ewald Filho que normalmente é ácido em seus comentários repercute a blogosfera todas as reações até agora têm sido positivas, elogiando o belo visual, a história inteligente e divertida, a mensagem antiguerra e as boas cenas de ação. Ou seja, tudo indica que será uma boa pedida. Quem viu o filme duas vezes, uma versão inicial em janeiro (59 minutos) e a versão final em pré-estreia no último domingo foi o crítico de cinema Fred Burle. Dada a experiência dobrada sua análise é mais profundae ainda assim ao que tudo indica o filme se sustenta: As sequências de voos (rasantes, em queda livre, no meio e por cima das nuvens) são um espetáculo à parte, assim como a luta final, que não direi entre quem será para não estragar a história. Os efeitos 3D são ressaltados em poucas cenas, mas estas compensam assistir o filme com os óculos especiais, pois proporcionam uma imersão incrível nas imagens. Reparem também na textura dos pêlos, pele, escamas, braços, casacos e árvores, resultado de um trabalho minucioso. Um detalhe importante: a consultoria visual foi assinada por ninguém menos que Roger Deakins, excelente diretor de fotografia, já indicado a oito Oscars. O resultado não poderia ser melhor. Fechando o pacote, uma trilha sonora excelente, com toda a grandiosidade e originalidade que um filme como este merece. No fim, ainda sobra espaço para uma boa dose de emoção, mas sem apelar para o choro fácil. Resta-nos conferir o resultado nos cinemas e aproveitar a oportunidade para nos divertir junto com nossos filhos.