NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

ESPORTES
Quinta-feira, 28 de Agosto de 2014, 21h:03

FÓRMULA – 1

Webber critica Rosberg e Hamilton

TATIANA CUNHA
Da Folhapress – Marselha, França
Protagonista de uma guerra interna com Sebastian Vettel em seus tempos de Red Bull, Mark Webber acredita que a Mercedes terá de trocar sua dupla de pilotos em breve para continuar vencendo na F-1. "Vai ser interessante ver esta disputa entre Lewis [Hamilton] e Nico [Rosberg], não apenas até o fim do ano. No momento eles simplesmente não são um time. Será que vale a pena manter eles juntos em 2015?", questionou o australiano, que se aposentou da F-1 no fim do ano passado, ao programa Sport und Talk, da Red Bull. "Parece que cada piloto está fazendo o seu e não está preocupado com o time. Será que eles poderão ser companheiros no fututo?", completou Webber, que viveu situação parecida quando a Red Bull dominou a F-1 nos últimos anos e ele dividia a equipe com Vettel. Apesar disso, a disputa entre Webber e Vettel nunca atingiu o mesmo status da rivalidade entre Hamilton e Rosberg, que começou no início da temporada deste ano e teve seu último capítulo no domingo, no GP da Bélgica. Depois de superar o companheiro na largada, Hamilton assumiu a ponta da corrida. Mas, na segunda volta, uma tentativa de ultrapassagem do alemão acabou fazendo com que eles se tocassem. Hamilton levou a pior, já que o pneu de seu carro estourou e ele caiu para último. Mais tarde, abandonou a prova. Já Rosberg, que continuou na corrida, chegou em segundo e viu sua folga na liderança do Mundial pular de 11 para 29 pontos sobre o inglês. Para Webber, será muito difícil que os dirigentes da Mercedes consigam fazer com que seus dois pilotos voltem a colocar os interesses da equipe em primeiro lugar. "A questão é, quem agora vai arrumar esta situação? Vai ser o pessoal que paga os salários do Niki [Lauda, diretor] e do Toto [Wolff, chefe do time]? Porque, no fim das contas, se os pilotos não estão ouvindo estes caras, eles tem que perguntar 'Lewis e Nico, vocês podem ir conversam com os chefões da Mercedes porque eles estão pagando para que o trabalho seja feito num ambiente de equipe?", disse Webber. Mas, apesar disso, o ex-piloto da Red Bull acredita que será praticamente impossível que seu substituto, Daniel Ricciardo acabe "herdando" o título por conta da guerra entre Rosberg e Hamilton. "A Mercedes teria que implodir para que o Daniel ficasse com este Mundial. Quando eles [Rosberg e Hamilton] entram na pista, só estão pensando um no outro. Realmente não há ninguém mais e eles estão muito focados em derrotar um ao outro. É isso o que acontece quando você tem um carro tão dominante", afirmou Webber. Conversa adiada - Apesar de ter contrato com a Mercedes até o final da temporada de 2015 da F-1, Lewis Hamilton e a equipe alemã chegaram a um acordo para adiar até a decisão do título deste ano qualquer tipo de conversa sobre um novo acordo - ou, eventualmente, uma quebra no atual contrato. "Neste momento [a disputa] está muito intensa e temos que nos concentrar na temporada. Mas uma coisa é certa, não vamos falar com nenhum outro piloto antes de termos uma visão muito clara de como podemos continuar a trabalhar com o Lewis. Isso está apalavrado entre nós", afirmou Toto Wolff, chefe do time, que recentemente anunciou a extensão do contrato de Nico Rosberg, agora arqui-rival de Hamilton. Com mais de um ano de contrato com o piloto inglês a ser cumprido, Wolff afirmou acreditar que nenhuma das duas partes irá buscar uma alternativa antes de sentarem para conversar, depois que o título deste ano for decidido - Rosberg lidera o Mundial com 29 pontos a mais que Hamilton, o segundo colocado. "Não temos interesse em conversar com nenhum outro piloto e não estamos fazendo isso, assim como Lewis também não está conversando com nenhuma outra equipe. Isso é porque nós confiamos uns nos outros", declarou o chefe da Mercedes.

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL