ESPORTES
Sábado, 10 de Outubro de 2009, 18h:08
A
A
Vinicius diz que tem orgulho de ser cuiabano
ADMAR PORTUGAL
Da Reportagem
O cuiabano Vinícius Elias Teixeira, 31 anos, capitão da seleção brasileira de futsal, não esconde seu contentamento em defender a seleção hoje contra a Colômbia pela primeira vez em sua terra natal. Ele e seu irmão Lenísio, que dia 23 completa 33 anos, nasceram na Capital mato-grossense. Vinicius viveu seus primeiros seis anos no bairro CPA I, de onde guarda boas recordações. Lembro muito bem da Copa do Mundo de 1982. Assistíamos aos jogos da seleção e, assim que terminavam as partidas, saíamos para a rua para ensaiar os lances da TV, recorda. São essas as principais lembranças do capitão do Brasil na campanha do hexacampeonato mundial de 2008, quando ao lado do número 1 do mundo Falcão e Lenísio colocaram o País de volta no topo do mundo da bola pesada. Filho de Lenísio e de dona Maria do Carmo, ambos da cidade de Patrocínio (MG), interior de Minas Gerais, hoje aposentados, se diz muito emocionado por estar de volta a sua cidade natal. Vinícius relatou que já passou por quase todos os estados brasileiros através do futsal e também por vários países e que quando saiu de Cuiabá foi direto para Araçatuba, interior de São Paulo, onde assinou seu primeiro contrato. Eu e meu irmão fomos convidado para defender o Corinthians da cidade. Tinha campo e futsal. Optamos pelo futsal e não paramos mais, lembra. Ele conta que enquanto viveu em Cuiabá não teve tempo suficiente para fazer amizades sólidas. Apesar de não ter amizades fortes aqui, não diminui minha emoção de atuar na cidade em que nasci. O sentimento é especial. É um sonho voltar aqui depois de tanto tempo e jogando pela seleção. Me sinto realizado, confessou o capitão do Brasil, que é casado com Emanuella, mãe de seu filho Guilherme de 11 meses. A Emanuella está grávida de três meses e espera que desta vez seja uma menina, conta feliz. Vinícius lamenta o fato de ter pouco conhecimento da cidade. Infelizmente, não tenho muita convivência com a cidade, mas sou um cidadão daqui. Minha mãe, sim, ainda tem muitas amizades e veio comigo. Ela passou os dias visitando as amigas daqui, conta Vinicius, em cujos documentos estão registradas informações de um cidadão mato-grossense.