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ESPORTES
Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009, 08h:19

VÔLEI FEMININO

Seleção de vôlei volta já pensando em novos desafios

BRUNO LOUSADA
Da Agência Estado – Rio
Depois de ganhar o título do Grand Prix no último domingo, no Japão, a seleção brasileira feminina de vôlei voltou ontem ao Brasil. E, apesar da grande comemoração por ter sido campeão do torneio pela oitava vez na história, o grupo admitiu já pensar nos próximos desafios, em busca de mais conquistas. O técnico José Roberto Guimarães, por exemplo, já avisou que a seleção brasileira ainda tem muito a evoluir, mesmo sendo a atual campeã olímpica e tendo conquistado os quatro torneios que disputou neste ano - no Grand Prix, o mais importante deles, o Brasil chegou ao título invicto, somando 14 vitórias em 14 jogos realizados. "Deixamos a desejar em alguns fundamentos. Sofremos muito com o passe, nossa grande dificuldade", disse Zé Roberto, na chegada da delegação ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio. "Não podemos esquecer que tivemos problemas. O grupo é jovem e tem de evoluir", emendou o treinador, tentando evitar a acomodação no grupo. Zé Roberto, inclusive, já divulgou ontem mesmo a convocação para os dois próximos compromissos da seleção: o Final Four, de 8 a 14 de setembro, em Lima, no Peru; e o Campeonato Sul-Americano, que acontece entre 30 de setembro e 4 de outubro, em Porto Alegre, e dará vaga para a Copa dos Campeões, em novembro, no Japão. Além das 14 jogadoras que formaram o grupo campeão, Zé Roberto chamou outras seis: as ponteiras Paula Pequeno, Fernanda Garay e Thaís, a levantadora Fabíola, a oposto Lia e a meio-de-rede Natália. "Para o Final Four, não vão todas as jogadoras que disputaram o Grand Prix. Algumas ficarão em treinamento e recuperação física", explicou. Assim, Zé Roberto espera formar um grupo cada vez mais forte para buscar um título inédito para o vôlei feminino brasileiro: o Campeonato Mundial, que será em 2010, no Japão. "Algumas jogadoras ainda vão ter que correr atrás. Vamos ver como será o futuro. Ninguém tem o lugar garantido. A luta por posição é importante", avaliou. As jogadoras parecem já ter entendido o recado do técnico. "Estamos no caminho certo e vamos atrás do Mundial", avisou Sheilla, que foi eleita a melhor jogadora do Grand Prix. "Essa equipe tem muita qualidade. Ainda temos algumas barreiras, queremos vencer alguns campeonatos e fazer história", completou Carol Gattaz. Para Fabi, o título do Grand Prix comprova o sucesso do começo do processo de renovação da seleção brasileira após a conquista da medalha de ouro na Olimpíada de Pequim, no ano passado. "Começar bem o novo ciclo olímpico aumenta a expectativa. Mas dá mais confiança para a formação de um novo grupo", afirmou. Um dos símbolos dessa renovação é a levantadora Dani Lins, que assumiu a condição de titular após a aposentadoria de Fofão da seleção. "Não chegaríamos à conquista sem a união do grupo", explicou a jogadora de 24 anos, mostrando a postura que a levou a ser indicada por Zé Roberto como a capitão do time do Brasil.

Edição EDIÇÃO 16963




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