ESPORTES
Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010, 01h:19
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CONTRATAÇÃO
São Paulo entra na briga por Robinho
GIULIANDER CARPES
Da Agência Estado - São Paulo
O São Paulo já nem esconde mais o desejo de contar com Robinho e atrapalhar as pretensões do Santos. O vice-presidente de futebol são-paulino, Carlos Augusto de Barros e Silva, admitiu ontem que um funcionário do clube (o fisioterapeuta Luís Alberto Rosan) está na Inglaterra desde sábado para negociar diretamente com o Manchester City o empréstimo do atacante. "Temos todo o respeito pelo Santos, mas está claro que o São Paulo tem uma projeção internacional maior", declarou o dirigente são-paulino. "Estamos cuidando do assunto de uma forma responsável. Se o Robinho não for para o Santos, pode vir para o Morumbi." O trunfo são-paulino é uma declaração do italiano Roberto Mancini, que colocou o jogador brasileiro no banco de reservas nos últimos jogos. O treinador do clube inglês disse que ficaria feliz se Robinho fosse para o São Paulo. "Na visão deles (do Manchester City), seria interessante o Robinho disputar a Libertadores", acredita Carlos Augusto de Barros e Silva. "Daria maior visibilidade ao jogador. Mas, pela ordem cronológica e por seu carinho pelo Santos, aparentemente estamos atrás." Segundo o presidente do Santos, as chances do São Paulo são mínimas. "A negociação avançou mais três pontos porcentuais e espero que avance mais nas próximas 24 horas", declarou Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro - segundo ele, na segunda-feira o jogador já tinha 95% de chances de atuar no Santos. "É normal qualquer outro clube ter interesse, mas ele (Robinho) já declarou que prefere o Santos." Robinho realmente deixou claro que, no Brasil, só voltaria para a equipe santista. Só que o São Paulo o seduz baseado na questão financeira. O Manchester City não aceita arcar com seus vencimentos em caso de transferência para o Santos, mas a conversa com os são-paulinos atingiu um patamar diferente. Se vir para o Morumbi, o atacante continuaria recebendo o mesmo salário - cerca de R$ 2 milhões mensais -, pois existe a forte possibilidade de o xeque Mansour bin Zayed Al-Nahyan, dono do clube inglês, continuar pagando pelo menos metade do valor. O São Paulo colocaria outros R$ 200 mil e os R$ 800 mil restantes viriam de ações de marketing. Essa estratégia seria um esforço para tentar recuperar, após a Copa do Mundo, um investimento de 40 milhões de euros (R$ 103 milhões) feito pelo Manchester City em setembro de 2008. "O Robinho só vem se for em condições compatíveis com o futebol brasileiro. Não temos como fazer nenhuma loucura", contou Carlos Augusto de Barros e Silva. O São Paulo usa o exemplo de Adriano para convencer o Manchester City a negociar Robinho com o clube. A intenção são-paulina é realizar com Robinho o mesmo trabalho de recuperação a curto prazo feito com Adriano no começo de 2008. Coincidência ou não, o mesmo Roberto Mancini, que agora comanda o Manchester City, treinava a Inter de Milão na época em que Adriano estava lá e foi liberado para jogar no São Paulo.