ESPORTES
Sábado, 18 de Julho de 2009, 12h:15
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SÉRIE A
São Paulo encara clássico em crise
Com uma campanha irregular, o time do Morumbi quer aproveitar jogo contra o Santos para começar a deslanchar no Brasileirão
Os donos da casa não vencem uma partida há três rodadas, perderam o último jogo de "forma vergonhosa" - como Hernanes disse - e já se conformam em terminar um ano sem títulos depois de quatro temporadas de sucesso (títulos da Libertadores e do Mundial, em 2005, e do Brasileiro, nos três anos seguintes). Esse é o São Paulo que enfrenta o Santos, hoje, às 15 horas, no Morumbi, pela 12ª rodada. Ricardo Gomes assumiu o time com a difícil tarefa de reaglutinar os jogadores depois de eliminações que levaram à demissão do vitorioso Muricy Ramalho. Começou com vitória (2 a 0 diante do Náutico), mas a realidade logo mostrou sua cara feia e o novo técnico não consegue achar onde o valorizado elenco escondeu o bom futebol. Entre uma derrota e outra, os jogadores ainda explodem em reclamações públicas, exatamente as situações que derrubaram Muricy. "O time precisa melhorar", cobrou o superintendente Marco Aurélio Cunha. O que o São Paulo ainda não quer cogitar, mas fica cada vez mais próxima é a ameaça da zona de rebaixamento - está apenas um ponto à frente do primeiro time no descenso. "Sem desespero, temos de jogar pensando no que precisamos fazer e não no que pode acontecer", disse Ricardo Gomes, que não contará com Borges e Jorge Wagner, suspensos. Washington pode ter nova chance no ataque e Hernanes pode sair como titular. Sob o efeito da contratação de Vanderlei Luxemburgo - falta apenas assinar contrato -, o Santos entra em campo no Morumbi, para enfrentar o São Paulo, de técnico novo, mas abalado por maus resultados e o risco de terminar a rodada na zona de rebaixamento. O interino Serginho Chulapa exige que o time repita a atuação do segundo tempo diante do Barueri, quando saiu da derrota por 3 a 1 para o dramático 3 a 3. As novidades deverão ser Astorga e Germano, substituindo respectivamente Fabão e Rodrigo Souto, suspensos pelo terceiro cartão amarelo. "O forte do São Paulo é o jogo aéreo, mas não vou escalar três zagueiros", antecipou Chulapa. "Apenas vou pedir atenção com Washington. Ele não está em boa fase, mas é excelente atacante e muito perigoso. Só espero que Washington não saia do jejum contra a gente", acrescentou. O que Serginho não quis dizer é se Neymar, autor do gol de empate no jogo de quarta-feira, voltará a ser titular ou se Roni será mantido ao lado de Kléber Pereira. O clássico é especial para Serginho porque ele foi formado pelo São Paulo e continua sendo o maior artilheiro da história do time tricolor, com 242 gols, e o maior do Santos, com João Paulo, depois que Pelé parou de jogar, com 104. Serginho Chulapa julga inesquecíveis dois clássicos de sua carreira de muitos gols e títulos. Um pelo São Paulo e outro pelo Santos. "Em 1978, o São Paulo ganhou do Santos por 3 a 0, no Pacaembu, e eu marquei os três gols. Em 1983 foi o contrário: o Santos ganhou por 2 a 0 do São Paulo com dois gols meus, no Morumbi". O jogo deste domingo é o 68º de Serginho como técnico. Sempre que o clube precisa, ele está pronto para assumir e procura compensar a falta de conhecimento tático com a conversa franca com os jogadores. No intervalo da partida de quarta, ele chegou a assustar até jogadores mais experientes, como o lateral-esquerdo Léo, com a agressividade de suas cobranças. SÃO PAULO Denis; Zé Luis, André Dias, Miranda e Junior Cesar; Eduardo Costa, Jean, Hernanes e Marlos; Dagoberto (Hugo) e Washington. Técnico: Ricardo Gomes. SANTOS Douglas; Luizinho, Domingos, Astorga e Léo; Roberto Brum, Germano, Madson e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Roni) e Kléber Pereira. Técnico: Serginho Chulapa (interino).