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ESPORTES
Quinta-feira, 17 de Junho de 2010, 21h:03

São Paulo corre em busca de novos parceiros

DIEGO ZANCHETTA
Da Agência Estado – São Paulo
A exclusão do Morumbi da Copa do Mundo de 2014 mobilizou técnicos da Prefeitura de São Paulo que já trabalhavam com a hipótese de um novo estádio em Pirituba. Apesar de parte do governo municipal ter cogitado ontem a reforma do Pacaembu, estimada em R$ 260 milhões, como opção para garantir alguma etapa do Mundial na cidade, a prioridade é encontrar investidores que banquem a obra de uma construção na zona norte. O anúncio da Fifa só tornou público o que já vinha sendo costurado dentro do governo municipal há quase um ano. Desde julho do ano passado, quando o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, alertou o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o ex-secretário de Esportes, Walter Feldman, sobre os riscos de o estádio são-paulino ser excluído do evento, o governo passou a trabalhar com dois planos. Feldman ficou incumbido de checar a viabilidade do Pacaembu, que reformado poderia chegar a uma capacidade de 45 mil pessoas, enquanto Marcelo Cardinale Branco, ex-titular de Obras e hoje na pasta de Transportes, coordenaria o projeto do centro de convenções, com estádio para 40 mil pessoas, em Pirituba. O próprio Kassab comentou com Teixeira sobre o projeto de um estádio para shows ser erguido no centro de convenções. A possibilidade de adaptação dessa arena para 60 mil pessoas, o que a tornaria apta a receber a primeira partida do Mundial, depende de investidores patrocinarem o projeto, avisou o prefeito ao cartola. E Teixeira respondeu que encontrar investidores para a construção desse novo estádio não seria grande problema. EMPREITEIRAS - O aviso de Ricardo Teixeira tem como pano de fundo a articulação de dois consórcios de empreiteiras, um liderado pela Odebrecht e outro pela OAS, que possuem interesse em erguer uma arena multiuso na cidade, anexa a um shopping center, que poderia ser explorada para a realização de shows após a Copa do Mundo. A intenção dessas empreiteiras é se associar com bancos privados para viabilizarem o projeto de R$ 700 milhões, segundo relato de integrantes do governo e de vereadores da Câmara Municipal que mantêm contatos com membros do comitê organizador paulista. A construção da arena em Pirituba seria feita em um terreno de 4,9 milhões de metros quadrados que pertence à empresa de loteamentos fechados Cia City. A empresa diz não ter sido procurada pela Prefeitura para negociar a desapropriação da área.

Edição EDIÇÃO 16964




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