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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009, 08h:18

São Paulo admite clima de decisão contra Palmeiras

MARCIUS AZEVEDO
Da Agência Estado – São Paulo
As 10 câmeras de TV no primeiro treino da semana no São Paulo, ontem, no CT da Barra Funda, denunciam: um jogo importante estar por vir. Os são-paulinos sabem muito bem disso. Uma vitória no clássico contra o Palmeiras, domingo, no Morumbi, é considerada vital para continuar sonhando com o título do Brasileirão. O São Paulo admite a pressão por estar quatro pontos atrás do líder Palmeiras (40 a 36). "Não podemos sequer pensar em perder. O fator psicológico conta muito neste momento, não podemos deixá-los abrir sete pontos. Para recuperar depois é complicado", afirmou o volante Hernanes, ao falar do clássico de domingo. "Se conseguirmos êxito, nós ficaremos perto. Tem um valor psicológico muito grande, acende de novo nossa turbina e dá um gás novo. E aí vamos para cima com tudo na briga pelo título. Este jogo definirá bastante o campeonato", admitiu Hernanes, num discurso que certamente será repetido muitas vezes nesta semana. O goleiro Rogério Ceni, por exemplo, já exerce sua função de líder, fazendo questão de tratar o clássico como uma verdadeira decisão para o atual tricampeão brasileiro. "Não tem outro resultado: ali será a nossa vida. Se quisermos conquistar o tetra, temos que ganhar esse jogo", disse o capitão são-paulino. A verdade é que a afirmação de Rogério Ceni tem um propósito: deixar os companheiros ainda mais motivados para enfrentar o Palmeiras. O goleiro deixou de lado a sua amizade com o antigo treinador do São Paulo, o hoje palmeirense Muricy Ramalho, para se concentrar numa vitória no clássico de domingo. "Gosto dele, admiro seu trabalho, tem uma história de longos anos, mas domingo não tem jeito. Cumprimento por educação, não tem sorriso, não tem nada, domingo o couro come", avisou Rogério Ceni. Hernanes concordou com o companheiro, acrescentando que, se fosse torcedor e estivesse no Morumbi, não gritaria o nome de Muricy. "Ele não é mais do São Paulo. Agora é uma nova história. O torcedor tem que receber o Ricardo Gomes e o nosso time. Infelizmente é assim, no futebol não há tempo pra ficar se lembrando e comemorando muita coisa", discursou Hernanes. "Muito obrigado, parabéns, mas nossa vida continua. Domingo tem um jogo importante." De qualquer maneira, Hernanes já deixou claro o seu carinho com o antigo treinador. "A admiração pelo profissional que o Muricy foi comigo vai continuar sempre. Eu só disse o que faria se fosse torcedor", explicou o volante, lembrando da rivalidade e da importância do clássico de domingo.

Edição EDIÇÃO 16963




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