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Quarta-feira, 30 de Junho de 2010, 19h:50

Provocações apimentam novo duelo

Depois de Tevez dizer que temia mais os mexicanos do que os alemães, ontem foi a vez do alemão Schweinsteiger e dos argentino Burdisso e Pastore colocarem ainda mais fogo no duelo entre Argentina e Alemanha, sábado, pelas quartas de final da Copa do Mundo. A rivalidade entre as duas seleções tem deixados os nervos dos jogadores à flor da pele. Relembrando as quartas de final da Copa de 2006, quando a Alemanha derrotou a Argentina nos pênaltis, Schweinsteiger disse que os sul-americanos não têm nenhum respeito por jogadores ou juízes. Depois da eliminação em 2006, houve uma briga dentro de campo. "Não podemos nos deixar levar pelas provocações deles. Sabemos como são os argentinos", disse o jogador do Bayern de Munique. "Entendo que seu comportamento, o modo como gesticulam, como tentam influenciar o árbitro, falta com respeito", acusou Schweinsteiger. Pelo lado argentino, o lateral Burdisso, que também pode jogar como zagueiro pelo lado direito e que esteve em campo há quatro anos, não esconde o desejo e chega a cerrar os dentes para falar sobre o assunto. Irritado, o jogador alemão torce para que os juízes consigam controlar os rivais. "Precisamos esperar que o árbitro reaja e se dê conta do que acontece de verdade. Temos que estar tranquilos e concentrados durante essa partida, mas espero sobretudo que haja poucas provocações da parte deles, porque do nosso lado, posso assegurar que não haverá", acrescentou Schweinsteiger. Ao saber que o alemão havia acusado a seleção da Argentina de violenta, o meia argentino Pastore criticou o jogador. "Eu acho que ele deveria se preocupar mais com a seleção dele. Cavar faltas, catimba, essas coisas, fazem parte da cultura da nossa seleção", disse o argentino. De sua parte, Schweinsteiger continuou a disparar sua metralhadora contra os argentinos. "Eles não tem nenhum respeito pelos adversários ou pela arbitragem. Eles pedem amarelo se sofrem faltas e quando fazem ainda reclamam com os árbitros, porque na visão deles, nós estamos simulando. Isso para mim é desrespeitoso". Sobrou até para a hinchada argentina, uma das mais fanáticas do mundo. "Vocês já viram como eles são? Se sentam juntos, mesmo que os lugares não sejam deles. Eles sempre se juntam nos estádios e provocam os outros espectadores, isso mostra seu caráter e sua mentalidade", finalizou Schweinsteiger.

Edição EDIÇÃO 16967




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