O Santos cansou de esperar pelo surgimento de novos talentos do nível de Robinho e Diego e está loteando as categorias de base. Os jovens mais promissores como o atacante Neymar (16 anos), o meia-esquerda Alan Patrick (17) e o zagueiro Marcos Vinícius (17) tiveram parte dos direitos federativos cedidos ou negociados com empresários. Outra idéia que ganha corpo entre os dirigentes da Vila Belmiro é procurar futuros craques entre jovens de outros clubes. "Disse ao Zito (José Ely Miranda, gerente de futebol) que talvez seja melhor fazer como em 2001, quando emergencialmente contratamos garotos em formação como Alex (Juventus), Elano e Renato", revelou o presidente santista, na assembléia do Conselho Deliberativo, na noite da última quarta-feira. Ele está frustrado com a perda de jogadores como Renatinho (para o Kawasaki Frontale, do Japão), Alemão, que tenta obter a liberação na Justiça para assinar com a Udinese, da Itália, entre outros. A partir do momento que as jovens promessas descobriram a Justiça para derrubar os contratos de gaveta, o Santos vem colecionando derrotas e perdendo jogadores quase prontos a entrar no time. Ao mesmo tempo, Teixeira garantiu aos conselheiros que não está vendendo a base santista. "Já tive inúmeras propostas vantajosas, mas não abro mão da base porque é um patrimônio do clube e não pode ficar na mão de terceiros". Uma das propostas vantajosas que o dirigente recebeu e aceitou foi a da Global Sports, empresa de marketing esportivo que tinha Edson Cholbi Nascimento, Edinho, filho de Pelé, como um dos seus sócios. O contrato só não foi assinado no dia 7 de junho de 2005 porque, na véspera, Edinho e mais 15 pessoas foram presos sob a acusação de pertencer à quadrilha de traficantes liderada por Naldinho (Ronaldo Duarte Barsotti).