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Segunda-feira, 03 de Novembro de 2008, 20h:13

SÉRIE A

Paulistas despontam como favoritos

São Paulo e Palmeiras estão no topo da liderança e são as equipes que mostram que devem polarizar a briga pelo título nacional

Demorou 33 rodadas para que São Paulo e Palmeiras, apontados como favoritos ao título desde o início do Campeonato Brasileiro, se instalassem nas duas primeiras posições. Os dois times que apimentaram o Paulista (o Palmeiras fez a final com a Ponte, depois de derrotar o rival nas semifinais) também têm tudo para brigar pelo Nacional até a última rodada. Um ponto separa os rivais, colados por um muro de meia altura na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. A semana será decisiva. Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo preparam suas equipes para os cinco jogos restantes e não podem vacilar. Quem errar a cartada abre caminho para o outro. E talvez sem chance de recuperação. O São Paulo, que bateu o Internacional por 3 a 0 e alcançou 62 pontos, passou a maior parte do torneio fora da zona de classificação para a Libertadores. Chegou ao topo, contudo, na parte mais importante da corrida, a reta final. Nem por isso as cobranças foram amenizadas no Morumbi. "Esse time andou muito tempo adormecido", disse o vice de futebol Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco. "Até que enfim começamos a fazer um algo mais. Sem isso, não vamos ganhar o Brasileiro." No Palmeiras, a vitória por 2 a 1 sobre o Santos - com direito a gol nos acréscimos marcado pelo "predestinado" Léo Lima, deixou o time bem vivo na briga. O resultado excelente na Vila provocou euforia no Palestra Itália, mas Luxemburgo pede pés no chão. "O São Paulo está na frente um ponto e hoje é favorito." Como não se enfrentam mais no Brasileiro, o pontinho de vantagem do São Paulo o faz trabalhar por seus próprios resultados. Se ganhar seus jogos, é campeão. É tricampeão consecutivo, o primeiro da história. E também hexacampeão, somadas as conquistas de 1977, 1986 e 1991. Ao Palmeiras de Luxemburgo cabe tirar a diferença. Matemáticos divergem quanto às possibilidades de título dos rivais paulistas Enquanto Marcelo Arruda, do site "Chance de Gol", dá 47% de chances ao São Paulo e apenas 30% ao Palmeiras, o "Infobola", de Tristão Garcia, prevê quase o contrário: 42% para o time alviverde e 35% para o time tricolor. O motivo da discrepância: a tabela. O São Paulo tem a vantagem de não enfrentar concorrentes diretos Dos cinco adversários que ainda lhe restam, quatro estão na parte mais baixa da tabela, brigando contra o rebaixamento: Portuguesa, Figueirense, Vasco e Fluminense. O mais bem colocado dos futuros adversários é o Goiás, da última rodada, que já navega em águas tranqüilas do Brasileiro. O problema maior, e Muricy sabe disso, é enfrentar oponentes com a corda no pescoço, ameaçados de rebaixamento. A seqüência do Palmeiras esbarra em rivais também na disputa do caneco, como Grêmio (60 pontos) e Flamengo (57). "Eu prefiro jogar contra adversários mais difíceis", disse mais de uma vez Alex Mineiro, vice-artilheiro do Brasileirão, com 18 gols. "As equipes que ainda estão lutando por algum objetivo costumam sair mais para o jogo. E assim fica melhor, sobra mais espaço para quem joga lá na frente." Superando esses dois adversários, o Palmeiras, além de continuar vivo, joga pá de cal nas pretensões de gaúchos e cariocas. No São Paulo, o discurso de Muricy - ensaiado por dirigentes e jogadores - é de que "o próximo adversário é sempre o mais difícil". O vice de futebol, porém, entregou nesta segunda-feira qual é a maior preocupação do time até o fim do campeonato: o Vasco. "Jogar em São Januário sem dúvida será o mais difícil compromisso", aposta Leco.

Edição EDIÇÃO 16967




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