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ESPORTES
Quinta-feira, 29 de Março de 2001, 21h:15

Panis arriscou carreira para provar que era bom piloto

FLAVIO GOMES
De São Paulo
O francês Olivier Panis, companheiro de equipe da BAR, interrompeu de certa forma sua carreira no ano passado para ser piloto de testes da McLaren. De volta às corridas, ele garante que foi a decisão certa. "Queria saber como seria minha performance com um carro de ponta comparada à de Hakkinen e Coulthard. E foi muito boa", falou o piloto, que tem no currículo uma vitória em 93 GPs disputados. Ele ganhou em Mônaco em 1996, pela extinta Ligier. Veja os principais trechos de sua entrevista à Warm Up. Pergunta - Um ano testando e testando... Foi a melhor escolha para sua carreira? Panis - Acho que foi. No final de 1999 eu tive vários contatos com equipes como Arrows, Williams e outras. Mas todas eram ofertas para um ano de contrato, e para mim só um ano era arriscado. Quando a McLaren me deu a oportunidade de ser piloto de testes eu pensei: OK, é um risco, mas é a chance que tenho de saber qual é minha real performance comparada à de Hakkinen e Coulthard. Eu queria saber como era estar com o melhor carro na melhor equipe. Pergunta - Por ter guiado para a McLaren, no final do ano você passou a ser tratado como piloto de ponta pelas outras equipes? Panis - Acho que sim, passar pela McLaren sempre enriquece o currículo. Mas era arriscado, porque se eu não provasse que era capaz de ser tão rápido quanto os pilotos titulares, ninguém ia me querer. Dá para fazer um bom trabalho como piloto de testes em equipes como Ferrari e McLaren. Eu dirigi no ano passado duas vezes mais que Mika e David. Pergunta - Não enche o saco? Panis - Não quando você está com o melhor carro do mundo. O problema era não disputar corridas. Em fins-de-semana de GP, quando eu via Mika e David na pista, era muito difícil. Mas eu dizia a mim mesmo: você topou esse emprego, agora tem de aceitar. Por outro lado, é sempre muito bom trabalhar com gente como Adrian Newey, Ron Dennis, essa turma da McLaren. E, agora, seu sei qual é a minha real performance com um carro muito bom nas mãos. Pergunta - E é boa? Panis - Muito boa! Pergunta - E a BAR? Panis - Eu fiquei muito impressionado com a BAR no ano passado. Foi uma equipe que cresceu muito rápido. Depois, conheço Jacques há muito tempo e conversei com ele antes de assinar. E ele foi muito positivo sobre esta equipe. Eu tinha várias opções para este ano, umas quatro ou cinco. E escolhi a BAR porque para mim era a que oferecia as melhores condições, e porque seria bom ser companheiro de Jacques, que para mim é um dos caras mais rápidos da F-1. Pergunta - Você venceu sua única corrida em 1996 em Mônaco. Como é ficar tanto tempo sem ganhar GPs? Panis - É muito difícil. Quando eu vou para o circuito, sei que até é possível vencer, mas sei também que não tenho um carro para lutar pela vitória durante toda a corrida. Mas na minha cabeça, trabalho para ter sempre o carro mais rápido e forte possível. Pergunta - Qual sua opinião sobre a volta do controle de tração? Panis - Eu não gosto muito. Prefiro controlar o carro sozinho. Não faz muita diferença, na verdade, quando você está com pneus novos, em termos de performance. Mas na chuva, muda muito. O bom dessa nova regra é que agora temos certeza de que todo mundo vai estar usando a mesma coisa.

Edição EDIÇÃO 16967




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