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Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2011, 18h:56

MUNDIAL DE CLUBES

Muricy Ramalho elogia equipe japonesa

Técnico santista chegou ao Japão e foi assistir ao primeiro jogo do Mundial, que teve a vitória do time japonês contra equipe australiana

Pouco depois de comandar o primeiro treinamento do Santos, em Nagoya, Muricy Ramalho assistiu à partida de abertura do Mundial de Clubes, em Toyota, na noite desta quinta-feira (manhã, no horário de Mato Grosso). Mas o treinador não acompanhou os 90 minutos da vitória do Kashiwa Reysol por 2 a 0 sobre o Auckland City. Por conta da baixa temperatura, ele deixou o Toyota Stadium logo aos 13 minutos do segundo tempo. Quando Muricy resolveu sair do estádio, a partida já estava resolvida a favor da equipe japonesa, que não encontrou resistência do adversário neozelandês e agora enfrentará o mexicano Monterrey, em 11 de dezembro. Na visão do comandante santista, a propósito, o campeão da Oceania se mostrou muito frágil em campo. "Sempre é bom olhar com carinho o jogo. Mas o time da Nova Zelândia parece um pouco amador. Com certeza, teremos um parâmetro melhor no jogo contra o Monterrey", avaliou à Rádio Estadão/ESPN. Além de Muricy, o Santos foi representado na partida inaugural pelo assistente Tata, o vice-presidente Odílio Rodrigues, o assessor executivo Fernando Silva e ainda o assessor de imprensa Fabio Maradei. A justificativa por ter abandonado o jogo antes do apito final foi o frio intenso na arquibancada do estádio. "Aqui é uma geladeira, impressionante. Os jogadores (do Santos) treinaram no mesmo horário para se acostumar já ao clima", argumentou o agasalhado treinador. Com a vitória sobre o Auckland, o Kashiwa está a um passo de enfrentar o Santos, dia 14. Para isso, terá que derrotar o mexicano Monterrey três dias antes. Em vantagem por iniciar o torneio já na semifinal, a equipe brasileira aproveitará o tempo livre até lá para se adaptar ao fuso horário e também ao clima locais. A próxima atividade do elenco será às 17 horas local. Sonho - Capitão do Santos, o zagueiro Edu Dracena teve a oportunidade de levantar a taça do título da Copa Libertadores da América, após o clube ficar 48 anos sem ganhar a competição. E agora, o defensor santista pode fazer história novamente caso o seja campeão do Mundial de Clubes da Fifa - o time da Vila Belmiro foi bicampeão mundial em 1962 e 1963. Sonhando em erguer a taça do Mundial, Dracena admitiu que a cada dia que passa o pensamento na conquista do título fica mais intenso. "O coração está batendo muito forte. Chegou a hora e esperamos fazer história dentro do clube. E o torcedor pode ter certeza que esse grupo está pronto para marcar a história do Santos", afirmou. Experiente, o zagueiro, de 30 anos de idade nunca disputou uma Copa do Mundo com a Seleção Brasileira. Por isso, ser campeão do Mundial de Clubes com a camisa alvinegra é tratada como uma oportunidade única por Edu Dracena. "Sempre quis disputar uma Copa do Mundo, mas nunca aconteceu. Não estou podendo jogar o Mundial com a Seleção, mas estou aqui com o Santos e isso é a realização de um sonho. Seria o ápice da minha carreira levantar a taça de campeão mundial pelo Santos", comentou. Indagado sobre a adaptação ao Japão, país-sede do Mundial, antes dos jogos, o capitão do Peixe acredita que o grupo não terá problemas nesse sentido. "Existe uma diferença no fuso horário, no clima e até mesmo na bola que iremos disputar a competição. Temos que nos adaptar o mais rápido possível, mas não creio que nada disso possa tirar o nosso foco do Mundial", encerrou.

Edição EDIÇÃO 16967




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