ESPORTES
Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009, 21h:31
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SISTEMA AÉREO
Ministro alerta para o colapso
CAROL PIRES
Da Agência Estado Brasília
O ministro dos Esportes, Orlando Silva, alertou ontem que pode haver um colapso no sistema aéreo em 2014, durante a Copa do Mundo, caso a Infraero atrase o cronograma de obras e reformas nos aeroportos das cidades-sede. "O cronograma da Infraero é absolutamente justo, é um cronograma que tem que ser cumprido religiosamente sob pena de vivermos um colapso na Copa de 2014", afirmou. No cronograma da Infraero, as últimas obras a serem entregues serão a construção do terceiro terminal de passageiros do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e a construção do novo terminal de passageiros e reforma do pátio do aeroporto de Viracopos, em Campinas. O primeiro projeto é orçado em R$ 1 bilhão e será executado entre setembro de 2010 e abril de 2014. A reforma em Viracopos está estimada em R$ 700 milhões e ainda aguarda licenciamento ambiental para contratação do projeto. A previsão de data para a conclusão é maio de 2014. Na avaliação de Orlando Silva, além do volume de pessoas que devem circular pelo país durante os jogos, os aeroportos também precisam estar preparados para receber uma maior demanda interna decorrente da superação da crise financeira e a perspectiva de crescimento econômico dos próximos anos. A assessoria de imprensa da Infraero informou que, para acelerar a execução das obras, a presidência do órgão pediu ao presidente Lula a mudança do regime de contratação de bens e serviços e aguarda resposta da Casa Civil. A Infraero também firmou parcerias com o Exército para a construção das pistas de pouso e pátio. As obras previstas até 2014 em 16 aeroportos devem chegar, segundo dados do governo, a R$ 4,6 bilhões. Com o fim das obras, segundo números da Infraero, a capacidade operacional dos aeroportos reformados subirá de 86,1 milhões de passageiros por ano para 143,3 milhões (66%). O ministro Orlando Silva anunciou, durante entrevista coletiva, que os investimentos para reforma dos estádios nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo devem chegar a R$ 4,8 bilhões. Outros R$ 13 bilhões serão destinados para projetos de mobilidade urbana nos mesmos locais, sendo R$ 7 bilhões serão financiados pelo governo federal e R$ 5 bilhões pelos Estados e municípios. OLIMPÍADAS Orlando Silva também se disse preocupado com os investimentos para as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Na última terça, em votação no Congresso Nacional, o relator do projeto de Orçamento, deputado Geraldo Magela (PT-DF), retirou do texto todas as emendas de sua autoria destinadas a investimentos em vários setores e redistribuiu o dinheiro proporcionalmente entre as bancadas estaduais. Pelos cálculos do ministro, com esta alteração os investimentos para infraestrutura esportiva, antes previstos no projeto em R$ 200 milhões, caíram para R$ 8 milhões. "Por causa de uma pressão, uma chantagem da oposição - porque a oposição chantageou o governo ameaçando derrubar a votação do congresso - o resultado foi, no nosso caso, uma mexida no orçamento que vai atrapalhar a preparação do Brasil para os Jogos Olímpicos de 2016", criticou o ministro.