ESPORTES
Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010, 21h:32
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SANTOS
Martelotte não vai mudar o esquema
SANCHES FILHO
Da Agência Estado - Santos, SP
O próximo desafio do Santos em 2010 é ganhar domingo do São Paulo, no Morumbi. Com o time do primeiro semestre, o das goleadas e do futebol de alto nível técnico, foram quatro vitórias contra o rival: três pelo Campeonato Paulista e um pelo Campeonato Brasileiro. Agora, é a versão de Marcelo Martelotte, de futebol mais pragmático e que vem surpreendendo na reta de chegada do Campeonato Brasileiro. Da equipe que dava shows no primeiro semestre, sobraram Neymar, Arouca e Paulo Henrique Ganso, que só voltará a jogar no ano que vem. O time é menos brilhante, porém eficiente. "Temos a diferença de seis pontos para ser tirada em nove rodadas e isso motiva o nosso trabalho. Estamos pensando na possibilidade de chegar dia 5 de dezembro (data da última rodada do Brasileiro) brigando pelo título", afirmou o otimista treinador interino após a vitória por 1 a 0 contra o Internacional, quarta-feira, na Vila Belmiro. Primeiro sinal de que estava surgindo outro Santos, forte e vencedor, foi a goleada por 4 a 1 no Cruzeiro, na Arena Barueri. A confirmação veio com a categórica vitória por 3 a 0 contra o Fluminense, no Engenhão. Parecia descuido dos clubes que estavam na parte de cima da classificação, mas em seguida o Santos reinventado a partir da perda de Robinho, Wesley e André, no começo de agosto, somou quatro rodadas sem perder. Após o empate por 1 a 1 com o Palmeiras, ganhou os três últimos jogos, e sem sofrer gol. "As coisas estão correndo a nosso favor, principalmente porque os resultados dos três jogos diante de adversários que estavam à nossa frente foram positivos", comemorou o interino Martelotte. Para ele, cada vitória é quase como uma conquista de título. "Comecei do zero outro dia e contra o Internacional foi o meu sétimo jogo. É diferente para mim do que para técnico que já tem 200, 300, 500 jogos na carreira", explicou o treinador. Martelotte mexeu bem no time contra o Cruzeiro, Fluminense e Internacional, o que chega ser surpreendente para um iniciante. Mas o novo comandante santista tem a explicação para o sucesso do seu trabalho. Até a demissão de Dorival Júnior era ele, na condição de segundo auxiliar (o primeiro era Ivan Izzo), o encarregado de treinar e manter bem preparado o grupo do excedentes, jogadores que raramente eram lembrados até para concentrar com o time. E também era o olheiro da comissão técnica, viajando para outros estados para descobrir os segredos dos adversários. "Por essa razão, conheço bem as características de todos os jogadores e a partir do momento que fui designado para assumir o time, procurei dar continuidade ao trabalho que vinha sendo desenvolvido. E o meu convívio com os atletas que não estavam sendo utilizados facilitou quando perdemos titulares e precisamos de peça de reposição", afirmou Martelotte.