NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

ESPORTES
Quarta-feira, 30 de Junho de 2010, 19h:50

Löw não aceita favoritismo

Às véspera de enfrentar a seleção da Argentina pelas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul, o técnico alemão Joachim Löw repete o discurso que usou antes de golear a equipe da Inglaterra por 4 a 1 nas oitavas. Ontem, o treinador não poupou elogios ao adversário Para ele, os argentinos são os favoritos e cabe aos alemães tentar surpreender para avançar às semifinais. "A Argentina é uma das grandes favoritas ao título, se não for a maior favorita. Tem uma defesa forte e muito experiente e um ataque que não conta só com Messi para fazer os gols", afirmou. "Não podemos cometer erros contra os argentinos, pois nos castigariam com muito sangue frio", disparou. A tática dos alemães na partida de sábado na Cidade do Cabo, segundo Löw, será tentar se aproveitar de possíveis falhas dos argentinos. "Encontramos alguns aspectos nos quais eles são vulneráveis, mas este não é o lugar para dizer quais são", disse em coletiva de imprensa com jornalistas de vários países. Mas Löw não deixou de elogiar seus comandados. Para ele, a goleada sobre a Inglaterra pode ter dado o impulso que faltava para o time embalar rumo ao título. "Os jogadores ganharam uma confiança muito grande com aquela vitória, a confiança que precisávamos", disse. Löw, que em 2006 era auxiliar do técnico Jürgen Klinsmann e ajudou a preparar uma lista com informações sobre como os adversários batiam pênaltis - a Alemanha eliminou a Argentina nas quartas de final com duas defesas de Lehmann - agora faz brincadeira sobre a possibilidade de voltar a decidir a vaga nos pênaltis. "Precisaríamos de um livro", afirmou. Com uma lesão muscular no abdômen, o atacante brasileiro naturalizado alemão Cacau é dúvida para sábado. "Acho que o tempo de recuperação até o fim de semana é muito curto. A contusão pode se agravar com algum movimento brusco", afirmou Löw. GANDULA? - Thomas Müller revelou nesta quarta-feira mais uma das insólitas histórias do mundo da bola. Em março, quando Alemanha e Argentina fizeram um amistoso em Munique, o jogador de 20 anos não foi reconhecido por Maradona. "Na zona de entrevistas depois do jogo, ele achou que eu era um gandula que queria pedir autógrafo. Não me tratou mal, mas também não me reconheceu como jogador", disse. O meia do Bayern de Munique é uma das últimas grandes revelações da Alemanha. Nas oitavas de final, marcou dois gols e foi eleito o melhor jogador da partida. Em seus país, ele já é chamado de Der Phänomen (O Fenômeno). Na temporada 2009/10, ele marcou treze gols na Bundesliga e foi campeão nacional e da Copa da Alemanha. Se para Maradona Müller não passava de um gandula, a lembrança que o alemão tem do argentino como atleta é de jogador fora de forma, porém muito habilidoso. "Lembro que eu o vi uma vez no jogo de despedida do Lothar Matthaus no Estádio Olímpico de Munique. Ele já estava com alguns quilos a mais, mas o que eu vi fazer com a bola foi impressionante", recorda.

Edição EDIÇÃO 16963




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL