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ESPORTES
Sábado, 12 de Dezembro de 2009, 14h:17

TAEKWONDO

Juliana quer uma vaga na seleção

A atleta Juliana Alves, 19 anos, faixa preta 1º Dan e atual vice-campeã brasileira, está a um passo de conquistar uma vaga de titular na equipe permanente da Seleção Brasileira, pois a lutadora alcançou excelente resultado na pré-seletiva para formação da Seleção Brasileira Adulta 2010 que ocorreu no último final de semana, na cidade de Santos (SP). Na pré-seletiva, Juliana Alves venceu a atleta da seleção carioca por 6x2 na primeira luta, passando para semifinal contra a atleta de Pernambuco, atual campeã brasileira, vencendo-a por 7x3. Chegou à final contra a atleta da seleção brasiliense, sagrando-se campeã da seletiva. Juliana agora está entre as quatro melhores atletas do Brasil em sua categoria. A seletiva final para a formação da Seleção Brasileira Adulta será nos dias 23 e 24 de janeiro de 2010 no Rio de Janeiro. O técnico que acompanhou Juliana nesta viagem foi o professor Claudézio Oliveira. Ambos viajaram por conta, estando sem patrocínio e sem apoio da Secretaria de Estados de Esportes e Lazer nem da Federação de Taekwondo de Mato Grosso, já que estes não têm dado apoio a eventos nacionais. “Os bons resultados esportivos ocorrem pelo esforço dos atletas. A maior dificuldade do esporte hoje, e como sempre foi, é financeira. Não temos apoio. Atletas têm que custear passagem, alimentação e hospedagem do próprio bolso para competir” diz Juliana. A atleta viaja em janeiro para Londrina (PR), para um centro de treinamento onde estão concentrados os técnicos e atletas de maiores rendimentos nacional, no qual terá de aprender a competir com o protetor eletrônico, nova tendência do Taekwondo Mundial no qual é a atribuição de pontos sem a necessidade de um árbitro (juiz) de competição. “Em Mato Grosso ainda não há protetores eletrônicos, que custam cerca de 20 mil reais cada, mas é obrigação de todos os atletas que formarão a seleção brasileira saber usá-lo, pois eles são usados em competições internacionais” diz Juliana. Mesmo com todo o potencial adquirido, cerca de 12 anos de treinamentos e a maior parte da vida dedicada ao esporte, a atleta tem a necessidade e a carência de apoio através de patrocínio para continuar o seu trabalho, visto que é um talento raro no nosso esporte e forte candidata a ganhar muitos títulos internacionais para o Brasil, mas sem patrocínio e sem apoio do governo do Estado e da Federação Mato-grossense de Taekwondo ficará difícil de continuar a sua caminhada e chegar à conquista de um grande sonho.

Edição EDIÇÃO 16962




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