O jogo da última quarta-feira, no Engenhão, ainda serve como exemplo prático para todos no Fluminense do que é a competição mais importante do continente. O discurso insistente do técnico Abel Braga e a reprodução dele por parte dos jogadores desde o início da Libertadores não funcionou tanto quanto a derrota para o Boca Juniors. Um dos lances capitais, que originou o primeiro gol do Boca Juniors, foi abordado entre os jogadores e pelo técnico Abel Braga, cada um com seu enfoque. Na disputa de bola entre Diguinho e Cvitanich, um árbitro brasileiro possivelmente teria dado falta do atacante argentino sobre o volante tricolor, mas o uruguaio Dario Ubriaco deixou o lance seguir, apesar das reclamações de Diego Cavalieri e do próprio Diguinho. Sofremos dois gols bobos, mas estávamos bem na partida. A gente sabe que não pode parar na jogada, pedir falta, pois o juiz não dá mesmo. Mas acontece. Perdemos na hora que tínhamos que perder e agora serve de aprendizado para, daqui para a frente, só ganhar, disse o atacante Wellington Nem. O técnico Abel Braga preferiu analisar o lance sob uma outra ótica, mas sempre comparando o futebol brasileiro com o praticado no restante do continente. Não foi falta no Diguinho e não sei se algum árbitro daria. O que sei é que se fosse no Brasil, o atacante adversário teria cavado o pênalti em vez de tentar o gol. E o cara fez o contrário. Fez de tudo para ficar em pé e completar a jogada. Jogador brasileiro não faz isso, mas na Libertadores os caras são assim. Não tem bola perdida. Mas foi bom que tudo isso tenha acontecido. A derrota serve como aprendizado, pois as vitórias mascaram muitos erros, disse Abel Braga.