ESPORTES
Quarta-feira, 23 de Junho de 2010, 21h:23
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CONTRA PORTUGAL
Cristiano não deve ter marcação especial
Defensores brasileiros afirmam que o atacante português será apenas mais um jogador a ser marcado durante a partida de sexta-feira
ANDRÉ CARDOSO
Da Agência Estado - Johannesburgo, África do Sul
Capitão da seleção brasileira, o zagueiro Lúcio descartou ontem a possibilidade de fazer uma marcação especial em Cristiano Ronaldo, o principal jogador de Portugal, no jogo de sexta-feira, em Durban, pela última rodada da primeira fase da Copa. Segundo ele, o time do Brasil precisa ter atenção, mas deve manter seu estilo e defender por zona. "O Cristiano Ronaldo é um grande jogador e vem mostrando isso nos últimos anos. Mas acredito mais em marcação por equipe, cada um na sua zona, com um ajudando ao outro, sempre com atenção", disse Lúcio, em entrevista coletiva ontem, negando que a seleção brasileira vá fazer uma marcação individual no astro português. Lúcio admitiu que não tem acompanhado muito a equipe de Portugal, mas já sabe o que a seleção brasileira tem de fazer para sair com a vitória na sexta-feira. "Temos que impor nossa forma de jogar", avisou o zagueiro, reforçando que o objetivo é terminar na liderança do Grupo G - para isso, basta um empate contra os portugueses. Depois de sofrer gols nos dois primeiros jogos da Copa, contra Coreia do Norte e Costa do Marfim - um em cada -, Lúcio reconheceu que aconteceram "falhas". "Ninguém gosta de sofrer gols, mas ambos saíram quando já estávamos em vantagem no placar Então, não é um drama. Mas não estamos satisfeitos com os dois gols sofridos", contou. Por isso, o capitão da seleção espera evolução no jogo contra Portugal. "O primeiro jogo de Copa é sempre mais tenso, o que nos trouxe dificuldades (contra Coreia do Norte). O segundo jogo já foi melhor (contra Costa do Marfim). E o nosso objetivo é crescer dentro da competição, ir melhorando e acertando os erros", revelou. O jogo contra Portugal, inclusive, será especial para Lúcio. Ele irá completar 15 partidas com a seleção brasileira em Copa do Mundo, superando a marca de Pelé, que tem 14 - o recordista é Cafu, com 21. "Fico feliz em saber disso, dá mais motivação. Mas o meu foco principal não é alcançar recordes", explicou o zagueiro, que também foi titular em 2002 e 2006. LUISÃO - Apesar do sonho de jogar numa Copa do Mundo, Luisão admitiu ontem que não fica chateado por ser reserva da seleção brasileira. Ele explicou que não vê chances de ser titular numa zaga que conta com Lúcio e Juan, que considera ser a melhor defesa do planeta na atualidade. "Eu dou nota 10 para a zaga da seleção. E isso me deixa mais tranquilo, pois sei que não estou atuando porque eles estão muito bem", afirmou Luisão, elogiando a performance de Lúcio e Juan nos dois primeiros jogos da Copa, quando o Brasil venceu a Coreia do Norte e a Costa do Marfim. Com a experiência de ter passado as últimas sete temporadas no futebol português, onde defende o Benfica, Luisão vê semelhanças entre as seleções de Portugal e Brasil, que vão se enfrentar na sexta-feira, em Durban, no encerramento da primeira fase do Mundial da África do Sul. "Acredito que o futebol português chega perto do brasileiro tecnicamente. Eles têm jogadores de habilidade e criatividade", disse Luisão, comparando também o comportamento da torcida. "O povo português é tão fanático quanto o brasileiro e a expectativa com a seleção é muito grande." Por tudo isso, Luisão considera que Portugal tem uma "seleção forte". Além disso, reconhece o talento de Cristiano Ronaldo. Mas avisa que o Brasil está preparado para enfrentá-los. "A nossa responsabilidade é sempre a mesma, independentemente do adversário", garantiu o zagueiro reserva da seleção.