ESPORTES
Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010, 19h:08
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Corinthians tenta cumprir obrigação no Pacaembu
Os seis jogos que o Corinthians ainda fará em setembro, a começar pelo de hoje, às 17h30, contra o Grêmio, no Pacaembu, vão definir o futuro do time no Campeonato Brasileiro. Para o bem ou para o mal. Será a chance de colar de vez ou até ultrapassar o líder Fluminense, que também joga neste sábado, contra o Atlético-GO, e exorcizar o fantasma que atormenta a equipe: o de não vencer como visitante. Nessa sequência, vão ser três tentativas: quarta-feira contra o Fluminense, no Engenhão, dia 22, contra o Santos, na Vila, e dia 26, o diante do Inter, no Beira-Rio. Com essa pedreira pela frente, a vitória contra o Grêmio neste sábado torna-se mais que essencial para Adílson Batista. Essencial porque na rodada passada, depois do empate da Arena Baixada por 1 a 1 com o Atlético-PR, Adílson viu o time de Muricy Ramalho abrir novamente três pontos na dianteira. E mais: como não consegue pontos fora de casa, continuar ganhando todas no Pacaembu é fundamental para o Corinthians - até agora foram dez vitórias em dez jogos, um recorde. Se não ganhar do Grêmio de Renato Gaúcho, que ensaia uma recuperação, e ver o Fluminense ampliar sua vantagem, Adílson sabe muito bem que vai começar a sentir pressão por resultados. Nas entrevistas, o técnico diz que está tranquilo e confiante de que a vitória fora virá, como também reconhece que uma hora poderá perder em casa. "No Cruzeiro eu fiquei nove meses sem vencer fora, mas ganhava todas em casa. Depois aconteceu o contrário. Sei que a gente pode melhorar nosso retrospecto no segundo turno", disse Adílson. ESTILO MATADOR - Tranquilidade é algo que o próprio treinador tem dito que falta ao time quando atua fora. Nem Adílson sabe porque isso acontece com a equipe, que tem tido boas atuações no Pacaembu, onde tem vencido jogando muito bem, como foi contra São Paulo (3 a 0) e Goiás (5 a 1). Hoje, ele terá de fazer algumas mudanças na equipe por causa de suspensão (Alessandro) e contusão (Roberto Carlos e Ronaldo são dúvidas). Mas o estilo de jogo do time deve ser o que tem sido a tônica do time quando está em casa. Empurrado pela torcida, que deve lotar o Pacaembu novamente, Adílson vai exigir que seus jogadores comecem o jogo a 200 km/h para abrir o placar. É assim que ele gosta: com 1 a 0 no placar, exige velocidade do seu time, explorando os contra-ataques. Tem dado certo. Como de costume, o técnico Renato Gaúcho também escondeu o esquema tático do Grêmio contra o Corinthians. Ainda sem seu capitão, o lesionado volante Fábio Rochemback, o comandante poderá repetir o time que venceu o Atlético-GO no Olímpico, na última quarta-feira. Entretanto, como a formação com apenas um volante (Adilson) e três meias (Roberson, Souza e Douglas) deixaria o time vulnerável no meio-campo para um jogo fora de casa, crescem as chances de o volante Ferdinando retornar ao time. Willian Magrão, que é da posição, também se recupera de contusão, o que motiva o clube a buscar alternativas no mercado. No Olímpico, ninguém quer que Ronaldo jogue, mesmo fora de forma. Tanto Renato como o zagueiro Vilson declararam abertamente que preferem ver o Fenômeno fora da partida, por ser um jogador diferenciado. "Contra o Atlético-PR, ele conseguiu um pênalti e fez o gol. Pronto. Ele faz falta ao futebol, mas, com todo o respeito, se não puder jogar, melhor para a gente", salientou o comandante gremista. CORINTHIANS Júlio César; Jucilei (Moacir), Paulo André, William e Roberto Carlos (Leandro Castán); Ralf, Paulinho (Jucilei), Elias e Bruno César; Jorge Henrique e Ronaldo (Iarley). Técnico - Adílson Batista. GRÊMIO Victor; Gabriel, Vilson, Rafael Marques e Fábio Santos; Adilson, Souza, Roberson (Ferdinando) e Douglas; Jonas e Borges. Técnico: Renato Gaúcho