ESPORTES
Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010, 19h:46
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SÃO PAULO
Com Carpegiani, Marcelinho Paraíba ganhará nova chance
Antes mesmo de acabar o Campeonato Brasileiro, o técnico Paulo César Carpegiani revelou que gostaria de contar no elenco para 2011 com pelo menos três jogadores dos que estão voltando de empréstimo. São os atacantes Henrique e Mazola e o meia Marcelinho Paraíba. Desses, quem tem maior moral com o treinador é Paraíba. Para Carpegiani, o meia poderá ser útil não só dentro de campo como fora dele. Experiente, o jogador seria importante no momento de decisão, para ajudar a controlar os ânimos da garotada. Além disso, o treinador vê Marcelinho como o substituto imediato de Lucas. "Gosto do estilo do Marcelinho e acredito que ele será muito útil para nós. Ele volta a jogar no São Paulo ano que vem", avisou o treinador. Mesmo a contragosto de Carpegiani, Mazola deverá ser novamente emprestado. Ao contrário de Henrique, que é um xodó da diretoria são-paulina, o atacante que disputou o Brasileirão pelo Guarani é visto como displicente e não deve vingar no futebol. Seu futuro deverá ser o Atlético-PR. APOIO - Juvenal Juvêncio jamais falou sobre o assunto, mas especula-se que o presidente do São Paulo possa tentar nova reeleição nas próximas eleições do clube, previstas para abril de 2011. Carlos Miguel Aidar, que ocupou o cargo em dois mandatos entre 1984 e 1988, gosta da ideia e acredita que não há impedimentos legais para que o atual mandatário continue. "Falo disso com tranquilidade, porque o autor da emenda que mudou o estatuto do clube e postergou o mandato do presidente de dois para três anos fui eu. Isso é uma questão de interpretação, mas se formos pegar ao pé da letra, ele tem direito a mais um mandato, se quiser se candidatar e vencer a eleição, mas isso depende da vontade dele e dos eleitores", disse o advogado, em entrevista à Rádio Globo. Juvenal Juvêncio foi eleito em 2006, para um mandato de dois anos. Em 2008, o estatuto do clube foi modificado e o mandato do presidente passou a valer por três anos. Juvêncio já foi reeleito uma vez, mas esta seria sua primeira tentativa com a nova carta em vigência. "Não é continuísmo, é continuidade política. O São Paulo alterna o poder e nunca teve na situação alguém que quisesse ficar eternamente. O que existe é uma coincidência momentânea, já que houve uma reforma estatutária e há o desejo de algumas pessoas, às quais eu me alinho, de que ele possa continuar", acrescentou Aidar, negando a possibilidade de 'golpe'. O atual presidente do São Paulo foi apoiado por Aidar e eleito pela primeira em 1989, permanecendo até 1990. "O trabalho do Juvenal é impecável. Ele foi meu diretor de futebol, foi diretor de futebol do Marcelo (Portugal Gouvêa, de 2003 a 2006) e como presidente ganhou diversos títulos, apesar de ter tomado uma rasteira da CBF agora", disse, referindo-se à unificação dos títulos brasileiros conquistados antes de 1971.