A solenidade foi simples, mas serviu para emocionar os torcedores que lembraram o sofrimento do líder Nelson Mandela
DANIEL AKSTEIN BATISTA
Da Agência Estado - Johannesburgo, África do Sul
Por 40 minutos, as vuvuzelas silenciaram no Soccer City, ontem, em Johannesburgo. Mas o que não faltou foi barulho em um dos estádios mais bonitos da Copa do Mundo. As arquibancadas não estavam totalmente lotadas quando se iniciou a bela cerimônia de abertura. Três aviões caças passaram por cima do estádio e em seguida mais aviões fizeram desenhos no céu. De repente, o campo não era dos jogadores, seus astros principais que logo mais entrariam lá. E sim dos artistas e convidados da festa. Como a Agência Estado mostrou na quarta, o evento contou com muitas crianças, shows e uma homenagem aos africanos. Os seis países que disputam a Copa (Gana, Camarões, Nigéria, Argélia, Costa do Marfim e os anfitriões) foram representados por monumentos ao centro do campo. A cultura do continente foi bastante lembrada, com danças e trajes típicos. O cantor R. Kelly com o grupo Soweto Spiritual Singers emocionou os torcedores em um dos shows. Ao término da confraternização, as vuvuzelas voltaram a soar. E não parou mais. Cerca de uma hora depois, os atletas já se prepararam para o seu show. Na escalação, delírio a cada anúncio dos jogadores da casa - e também para Carlos Alberto Parreira. Nelson Mandela, tão aguardado pelo povo sul-africano - e pelo mundo - não compareceu por causa da morte de sua bisneta. "Nós queríamos que ele tivesse aqui com a gente, mas infelizmente teve uma tragédia na família", lamentou o presidente Jacob Zuma. "Mas ele mandou um abraço e falou para aproveitarem o jogo". Recado dado, a torcida aproveitou do jeito que ela mais gosta: com festa.