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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007, 18h:58

FUTEBOL FEMININO

CBF deixa clubes com dívidas ao término da Copa do Brasil

BRUNO LOUSADA
Da Agência Estado – Rio
A CBF deixou alguns clubes que participaram da Copa do Brasil Feminina com dívidas no mercado e mergulhados numa grave crise financeira. O motivo: não ressarciu várias equipes pelas despesas de alimentação, hospedagem e transporte. De acordo com o regulamento da competição, os visitantes receberiam R$ 4 mil a cada deslocamento para outro Estado. E também seriam reembolsados com as passagens rodoviárias. A reclamação foi feita por dirigentes do Botucatu, de São Paulo, que foi vice-campeão da competição, e do Genus, de Rondônia. Procurada pela Agência Estado, a CBF admitiu a dívida, mas não sabe quando vai quitá-la. "Tivemos acidente de percurso no processo de confirmação de patrocínio. Isso nos atrapalhou um pouco no fluxo de caixa", alegou o diretor de Competições da entidade, Virgílio Elísio, que esteve presente na final do torneio, encerrado no sábado à noite e vencido pelo Mato Grosso do Sul, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Os clubes exigem pressa da CBF para solucionar o problema e dizem que estão com a corda no pescoço. O Botucatu tem a receber duas cotas de R$ 4 mil, mais R$ 7 mil referente ao transporte. "O cartão de crédito estourou e não tenho previsão do dinheiro que deveria ser pago pela CBF", declarou o técnico Edson Jesus, que acumula o cargo de presidente do clube paulista. Ele cogita ir à sede da CBF, no Rio, para resolver a situação. "Estou devendo dinheiro para algumas empresas de ônibus e tem cheque pré-datado para bater. Espero receber, caso contrário o clube decreta falência." Já o Genus teve de pegar empréstimo de R$ 16.500 para seguir na competição, na qual terminou em oitavo lugar. Tem a receber da entidade máxima do futebol brasileiro três cotas de R$ 4 mil, além de R$ 4.500 referente ao fretamento dos ônibus. "Vivemos uma dificuldade danada. Segundo o regulamento, o repasse seria imediato. Desde o início da competição, a CBF diz que vai depositar e nada", reclamou o presidente do Genus, Franscisco Evaldo da Silva, de 35 anos, por telefone. "A CBF alegou que houve problema de envio de notas. Isso não é justificativa. Eu mesmo comprovei os gastos e não adiantou coisa alguma." Revoltado, o dirigente vai pedir à Federação de Futebol de Rondônia que pressione a CBF.

Edição EDIÇÃO 16962




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