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Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2009, 21h:35

Capital acolhedora e sem crime organizado

Augusto João Manuel Leverger, o Barão de Melgaço, herói da guerra com o Paraguai nunca jogou futebol, mas conseguiu um título de penta. Por cinco vezes governou Mato Grosso. Sua memória é reverenciada com os nomes de dois municípios: Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço. Além disso, a sede da Academia Mato-grossense de Letras recebeu seu nome, e ruas e escolas também lhe rendem reconhecimento. O barão era conterrâneo de dois carrascos brasileiros: Michel Platini e Zidane. Foi mercenário. Lutou pela Inglaterra. Conheceu o Brasil e se encantou com Mato Grosso. Em 1843 casou-se em Cuiabá com Inês de Almeida Leite, mas era chegado a um rabo de saia. Sua paixão pela amante preferida o levou a doar à amada uma linda baia nas imediações da cidade de Barão de Melgaço, a qual deu seu nome: Siá Mariana. Parte dos cenários urbanos dos idos do Barão de Melgaço permanece intocável. Pertence ao Centro Histórico tombado, que será restaurado para celebrar o tricentenário da cidade em 2019. Cuiabá é acolhedora. Barão de Melgaço não é caso isolado de imigrante que ocupou lugar no contexto político. O governador Blairo Maggi (PR) e o vice Silval Barbosa (PMDB) são paranaenses; o presidente da Assembléia, que hoje transmite o cargo, Sérgio Ricardo (PR), é catarinense, e seu sucessor, José Riva (PP), capixaba. O presidente do Tribunal de Justiça, Paulo Lessa; o prefeito Wilson Santos (PSDB) e seu vice, Chico Galindo (PTB), nasceram em São Paulo. O presidente do Tribunal de Contas, Antônio Joaquim, é goiano. O presidente da Câmara Municipal, Deucimar Silva (PP) é de Rondonópolis. No Congresso somente a deputada Thelma de Oliveira (PSDB) é cuiabana. Na Assembléia, cinco deputados são de Cuiabá: Chica Nunes e Guilherme Maluf (PSDB), João Malheiros (PR), Campos Neto e Maksuês Leite (PP), sendo que os dois últimos nasceram na Capital porque à época não havia maternidade em Várzea Grande, onde residem. A receptividade cuiabana deve ser levada em conta na escolha da sede da Copa do Pantanal. Some-se a isso o fator segurança, pois em Cuiabá não há crime organizado desde 2002, quando a Operação “Arca de Noé” desarticulou a máfia que movimentava o jogo do bicho na cidade. (EG)

Edição EDIÇÃO 16962




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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