Campo Grande perde em renda e em desenvolvimento humano
Os dois principais indicadores sociais mostram que Cuiabá leva vantagem sobre Campo Grande. O IBGE registra que a renda per capita do cuiabano é 22,66% maior do que e a do campo-grandense. Em números absolutos: Cuiabá R$ 13.244 e Campo Grande R$ 10.244. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) aponta que o Índice de Desenvolvimento Humano de Cuiabá (IDH-M) é de 0,821 numa escala de zero a um, enquanto em Campo Grande é de 0,814. Esses índices tendem a melhorar. Cuiabá recebe obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que permitirão zerar o lançamento de esgoto sem tratamento no rio, e grandes investimentos previstos para a agroindústria do município melhorarão a renda da população. A altitude de Campo Grande é de 532 metros acima do nível do mar, enquanto que Cuiabá se situa a 165 metros. Ou seja, para os padrões do Centro-Oeste a Capital de Mato Grosso do Sul é uma cidade serrana. O secretário de Turismo de Mato Grosso, Yuri Bastos, não se prende somente aos indicadores sociais para sustentar a viabilidade da Copa em Cuiabá. Yuri observa que desde o primeiro momento em que se falou em subsedes para o evento, Cuiabá entrou em cena, com convicção, enquanto Campo Grande permaneceu distante, porque inicialmente não se falava em Copa do Pantanal, mas somente em jogos no Centro-Oeste, onde Brasília levaria nítida vantagem. Enquanto Campo Grande se acomodava acrescenta Yuri nós nos organizávamos, e nos organizamos bem, porque sempre acreditamos na viabilidade de Cuiabá. A Copa é evento esportivo, mas com forte apelo comercial. Mato Grosso sabe bem disso. Na esfera pública Estado e as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande vestem a mesma camisa. Na iniciativa privada empresas e entidades se mobilizam em defesa do evento. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), José Alberto Aguiar, mobiliza seus associados para a criação de decorações temáticas e de conscientização da clientela sobre a importância da Copa. (EG)