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Sábado, 20 de Junho de 2009, 12h:07

COPA DAS CONFEDERAÇÕES

Brasil e Itália se enfrentam por vaga

A seleção brasileira pode até perder por diferença de um gol que garante sua passagem para as semifinais da competição

LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI E SILVIO BARSETTI
Da Agência Estado – Pretória, África do Sul
Um jogo entre Brasil e Itália não é simplesmente uma partida de futebol. Nem mesmo um amistoso pode ser desprezado. Quando as duas seleções se encontram a história também entra em campo. Hoje, às 14h30, no estádio Loftus Versfeld, em Pretória, não será diferente. Os italianos têm de vencer. Aos brasileiros basta até uma derrota por um gol de diferença para garantir vaga nas semifinais da Copa das Confederações. A questão matemática é simples. O Brasil tem seis pontos, com duas vitórias, sete gols a favor, três contra - saldo de quatro. A Itália tem três pontos, três gols marcados e dois sofridos, saldo de um. O Egito, terceiro interessado nesta conversa, também tem três pontos, quatro gols a favor e quatro contra. Os egípcios enfrentam os praticamente eliminados Estados Unidos. Com um empate, o Brasil garante o primeiro lugar do Grupo B. Derrota por até um gol de diferença dá a classificação, mas não a certeza de ser o campeão da chave. Os italianos têm de vencer e torcer para que o Egito não passe fácil pelos norte-americanos Todas essas contas ficam em segundo plano quando se olha para os dois rivais. Não há uma garantia de que um é melhor do que o outro, apesar do bom momento dos brasileiros de Dunga. Do lado de lá, há muita tensão e incertezas. O clima não é nada bom. Para se ter uma ideia do estrago que o Egito provocou nos italianos basta ver a manchete de sexta-feira do jornal \"La Gazzetta dello Sport\", a bíblia do futebol deles: \"A múmia somos nós\". Dunga não tem nada com isso. O seu time vive um grande momento, com vitórias consecutivas nas Eliminatórias de 2010 e Copa das Confederações. Apesar do desgaste físico dos principais jogadores, o treinador terá todos os titulares à disposição. Voltam o zagueiro Juan e o meia Elano, que ficaram de fora da fácil vitória contra os Estados Unidos na quinta. Mais que o time na mão, Dunga tem absoluta certeza de que encontrou o caminho certo para conduzir a seleção ao topo. Sua estratégia passa pela marcação forte no seu campo e a pressão no território do inimigo. E, a maior aposta, os letais contra-ataques capitaneados por Kaká. Quanto ao bom momento da sua equipe e o estado nevrálgico da Itália, Dunga prefere a cautela. \"Não se pode falar em favoritismo em um jogo como este\", disse o comandante. O treinador tem razão. O tempo está aí para provar. Na Copa do Mundo de 1982, o Brasil era o grande favorito. Perdeu por 3 a 2, derrota que assombrou o mundo e tem eco até hoje. Em 1970, no México, a seleção brasileira de Pelé e companhia era barbada. Venceu por 4 a 1 e levou a taça Jules Rimet. Detalhe, este domingo, dia 21 de junho, se comemora 39 anos da conquista do tri em 70. E neste domingo será escrito mais um capítulo desta história. BRASIL Julio Cesar; Maicon, Lúcio, Juan e Kleber (André Santos); Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano. Técnico: Dunga. ITÁLIA Buffon; Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Grosso; Gattuso, Pirlo, De Rossi e Quagliarella; Rossi e Iaquinta. Técnico: Marcelo Lippi. Árbitro - Não divulgado. Horário - 14h30. Local - Estádio Loftus Versfeld, em Pretória (África do Sul).

Edição EDIÇÃO 16962




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