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Quarta-feira, 27 de Junho de 2007, 22h:59

COPA AMÉRICA

Brasil de Dunga tropeça na estréia

A seleção mostrou um futebol horrível, principalmente no primeiro tempo. Agora terá de vencer o Chile no domingo

SÍLVIO BARSETTI E LUÍS AUGUSTO MONACO
Da Agência Estado – Puerto Ordaz, Venezuela
Não poderia ter sido pior a estréia de Dunga no comando da seleção brasileira em jogos oficiais. Ontem, em Puerto Ordaz, a equipe pentacampeã mundial perdeu para o México, por 2 a 0, na primeira rodada da Copa América. Com o resultado, o Brasil terá um jogo decisivo no domingo diante do Chile, que derrotou o Equador, de virada, por 3 a 2, e assumiu a liderança do Grupo B. Um novo revés e a eliminação pode vir logo na primeira fase, que vai se encerrar na quarta-feira no duelo contra o Equador. Os primeiros 20 minutos de jogo foram de domínio da seleção brasileira. É verdade que as jogadas foram concentradas pelo lado direito. Robinho iniciava as jogadas pelo lado esquerdo. Diego buscava Elano, que lançava Maicon na lateral-direita. Gilberto ficou boa parte dos 45 minutos iniciais isolado pela esquerda. O Brasil poderia ter aberto o placar logo aos 5 minutos com Diego, mas o impedimento foi marcado erradamente. Alex, de cabeça, e Robinho, de bicicleta, criaram boas chances, mas erraram o alvo. O México, por sua vez, assustou Doni pela primeira vez só aos 19 minutos, com um chute de longe de Cacho. Mas não demorou para os mexicanos abrirem o placar. Cacho deu um chapéu em Maicon e tocou na saída de Doni: 1 a 0. Não deu tempo nem para respirar e já veio o segundo gol mexicano. Morales cobrou falta e Doni tentou tirar com os olhos: 2 a 0. O Brasil se perdeu em campo. A apatia de Gilberto Silva só era comparável a de Dunga, que não tinha forças nem para levantar do banco de reservas. "Perdemos o ritmo", disse Diego. "Vamos virar isso", afirmou Elano. Os dois ex-santistas não tiveram tempo de apagar a má atuação, pois acabaram substituídos no intervalo para a entrada de Anderson e Afonso. "O time sentiu os gols. Mas isso é normal numa estréia. Tivemos erros, mas vamos corrigi-los", prometeu Dunga. E não faltou vontade. PRESSÃO - O Brasil pressionou bastante. Enquanto isso, o México se fechou e buscou os contra-ataques, aproveitando a instabilidade do setor defensivo do adversário. Anderson mostrou-se ser um melhor companheiro para Robinho e as chances surgiram com freqüência. Foram seis boas oportunidades. O goleiro Ochoa fez três grandes defesas, com destaque para um bonito sem pulo de Afonso. O travessão também salvou o México, após finalização de Robinho, enquanto Pinto tirou em cima da linha uma cabeçada de Alex. Os minutos finais foram marcados pelo desânimo brasileiro, enquanto os torcedores, muitos deles mexicanos, se divertiram aos gritos de "olé, olé". O desastre poderia ter sido pior. Lançado ainda no campo de defesa do México, Castillo ganhou fácil de Alex na corrida, driblou Doni, mas chutou para fora. BRASIL – 0 Doni; Maicon (Daniel Alves), Alex, Juan e Gilberto; Mineiro, Gilberto Silva, Elano (Anderson) e Diego (Afonso); Robinho e Vágner Love. Técnico: Dunga. MÉXICO – 2 Ochoa; Israel Castro (Jose Castro), Rafa Márquez, Magallon e Faustino Pinto; Arce, Jaime Correa, Morales (Lozano) e Torrado; Castillo e Juan Cacho (Omar Bravo). Técnico: Hugo Sánchez. Gol: Castillo, 23, e Morales, aos 29 minutos do primeiro tempo. Árbitro: Sérgio Pezzota (ARG). Cartões amarelos: Castillo, Alex, Afonso e Daniel Alves. Público e renda: não divulgados. Local: Puerto Ordaz, Venezuela.

Edição EDIÇÃO 16967




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