O basquete masculino do Brasil mais uma vez não disputará as Olimpíadas. A seleção perdeu ontem a última chance de se classificar para os Jogos Olímpicos de Pequim ao ser derrotada por 78 a 65 pela Alemanha, em partida válida pelas quartas-de-final do torneio pré-olímpico, que está sendo disputado em Atenas, na Grécia. Com isso, o Brasil fica fora dos Jogos pela terceira vez consecutiva, já que também não esteve presente em Sidney-2000 e Atenas-2004. A seleção brasileira disputou as Olimpíadas pela última vez em Atlanta-1996. A participação brasileira no pré-olímpico foi decepcionante. Após bater o fraco time do Líbano na estréia por 94 a 54, a equipe comandada pelo técnico espanhol Moncho Monsalve perdeu para a Grécia por 89 a 69 e nesta sexta voltou a ser superada com facilidade pela Alemanha. Já o time alemão precisa apenas de uma vitória em dois jogos para garantir uma vaga em Pequim. Hoje, os alemães enfrentam a Croácia. No torneio pré-olímpico, o Brasil não pôde contar com seus principais astros, que atuam na NBA, que alegando contusões pediram dispensa da equipe. Ficaram de fora Anderson Varejão, Nenê e Leandrinho. Outros atletas, previamente convocados, também não foram à competição por problemas de lesão, casos de Valtinho e Paulão. Já Guilherme Giovannoni pediu dispensa alegando problemas particulares. ACABOU O SONHO - O grande destaque do confronto desta sexta-feira foi a estrela alemã Dirk Nowitzki, que brilhou na hora mais importante do jogo e foi o cestinha, com 20 pontos. Pelo lado brasileiro, Tiago Splitter fez boa partida e marcou 16 pontos, o que não foi suficiente para dar a vitória ao Brasil. No primeiro quarto, a seleção brasileira ainda conseguiu equilibrar a partida e terminou perdendo apenas por 14 a 13. Mas, a partida da segunda parte do confronto, os alemães deslancharam e os comandados de Moncho Monsalve não tiveram poder de reação. O primeiro tempo terminou em 45 a 26 para a Alemanha. A superioridade do time alemão foi ainda mais evidente no terceiro quarto e a vantagem chegou a 27 pontos. No último quarto, o Brasil ainda esboçou uma reação, mas já era tarde.