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ESPORTES
Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008, 21h:00

SÃO PAULO

Arouca, seu sexto reforço para 2009

Jogador ainda tem contrato com o Fluminense, mas procurador espera que o clube carioca o libere já nos próximos dias

BRUNO WINCKLER
Da Agência Estado – São Paulo
O volante Arouca é o sexto reforço do São Paulo para a temporada de 2009. O anúncio saiu ontem da boca do presidente Juvenal Juvêncio, no Morumbi. Como tem contrato com o Fluminense até 30 de abril, o vínculo com o time paulista só começa em maio. Ele assinou contrato até o fim de 2013. "Ainda buscamos um entendimento com o Fluminense para ele ser apresentado antes, mas a princípio ele fica por lá até o fim do contrato", diz o diretor de futebol do São Paulo, João Paulo Jesus Lopes, que se reuniu terça-feira com o procurador do jogador, Richard Alda. A alegação que o clube do Morumbi dará é que as duas equipes não se enfrentarão em nenhuma competição até o fim do contrato, já que o São Paulo disputa o Paulista e a Libertadores, enquanto o Fluminense jogará o Carioca e a Copa do Brasil. Arouca passa férias em Duas Barras, sua cidade natal no Rio de Janeiro, e vai esperar o desfecho da negociação para se pronunciar. Ele é o terceiro reforço que chega do clube carioca. O atacante Washington e o lateral-esquerdo Junior Cesar se apresentam em janeiro juntamente com o volante Eduardo Costa, o zagueiro Renato Silva e o lateral-direito Wagner Diniz. "Arouca é muito grato ao Fluminense, mas a proposta do São Paulo foi irrecusável. Se o São Paulo não conseguir a liberação junto ao Fluminense, ele vai cumprir normalmente seu contrato, se empenhando como sempre", prometeu Alda. No anúncio oficial da chegada de Arouca, Juvenal Juvêncio fez questão de valorizar a política de contratações do São Paulo, que até agora não gastou nada em multas rescisória para contratar seis reforços. Política que poderia ser adotada por todos os clubes, frisou. "Montamos um elenco sem gastar nada e todos poderiam ter feito isso. Então não podem nos acusar de nada. A lei está para todos". Corinthians e Santos se adaptaram à nova necessidade e também contrataram jogadores em fim de contrato, quando não é obrigatório o pagamento de nenhuma quantia ao clube de origem do jogador. Embora dirigentes decretassem o ciclo de contratações encerrado no início da semana, o presidente não fechou as portas para a chegada de nenhum reforço até o Paulistão, embora tenha jurado que não há prioridades - nem mesmo um meia, um camisa 10. "Nós temos um camisa 10 excelente, que é o Hugo. O São Paulo fez as contratações que tinha de fazer. Não descarto a hipótese de vir um outro jogador, mas nós medimos bem, estamos com uma equipe forte e coesa", disse Juvenal. O cartola ainda sinalizou com a possibilidade de renovar antecipadamente o contrato do técnico Muricy Ramalho, que termina no fim de 2009. "É só ele querer que a gente prolonga". Aumento? "Vamos aos poucos, né?" Cartão fidelidade - O são-paulino que tiver cartão de crédito Visa pode garantir seu lugar em todos os jogos da equipe no Morumbi em 2009 pagando cerca de R$ 20 por partida - ou até menos. Seguindo o exemplo de grandes clubes europeus, e na esteira dos rivais Palmeiras e Santos, o São Paulo lançou ontem, em parceria com a administradora de cartão de crédito, um programa de fidelização que dá lugar cativo ao são-paulino que desembolsar a partir de R$ 650 para assistir às já programadas 33 partidas que o time fará em casa em 2009. O Passaporte Tricolor inclui o direito a assistir a 19 jogos no Campeonato Brasileiro, três jogos na Libertadores e 11 no Paulistão, sem contar eventuais fases finais dessas últimas duas competições, para o qual os ingressos são concedidos automaticamente, à medida em que o time por avançando. Os valores podem ser parcelados em dez vezes sem juros, a dois preços: o mais barato custa R$ 650, para 3.500 lugares atrás do gol, na arquibancada amarela; o mais caro vale R$ 1.000, para 1 500 lugares na arquibancada vermelha, central. O torcedor que aderir ao programa ainda ganha uma camisa oficial do clube. Na compra do primeiro pacote, o torcedor terá de pagar 10% do valor como taxa de conveniência. Adquirindo um segundo plano, a taxa cai para 5%. O terceiro pacote é isento de taxa. Para quem já é sócio-torcedor, há um desconto de 20%, que faz o valor cair para até R$ 19. O torcedor utilizará o cartão de crédito desde a aquisição do pacote até o acesso ao estádio, usando uma catraca exclusiva para esse serviço. O pacote deve ser adquirido pelo site www.futebolcard.com.br. Patrocínio - O presidente Juvenal Juvêncio espera terminar 2008 com uma boa notícia: a definição do patrocinador do São Paulo para a próxima temporada. A reportagem apurou que apenas duas empresas estão no páreo para estampar sua marca na camisa do hexacampeão brasileiro: a Emirates Airlines e a LG, parceira do time do Morumbi desde 2001. AOC, Samsung e Philips saíram da disputa. "Temos uma proposta que é para definição rápida, coisa de dois ou três dias", afirmou Juvêncio nesta terça-feira. De maneira até surpreendente, a sul-coreana LG ressurgiu na disputa. A empresa de eletroeletrônicos tem trajetória instável em sua relação com o clube. Na metade do ano, não exerceu seu direito à prioridade para revalidar o vínculo. Além disso, atrasou pagamentos em 2007 e até recorreu à Justiça, em 2004, para fazer valer a primeira renovação de contrato. Causou descontentamento, também, ao não ser tão ativa nos planos da diretoria de marketing. Entretanto, a valorização da camisa do São Paulo, que conquistou o terceiro título brasileiro consecutivo e disputará a Libertadores pela sexta vez ininterrupta, parece ter mudado as pretensões da multinacional. A negociação com a Emirates Airlines faz parte de um namoro antigo. A companhia aérea baseada em Dubai começou a operar no País em 2007 e, desde então, mantém conversas com o clube. A reportagem apurou que o São Paulo tem um emissário negociando com a companhia nos Emirados Árabes. A efetivação do negócio com a empresa aérea pode ser prejudicada em um ponto: a Emirates gostaria de explorar, também, o uso de naming rights - ou seja, o direito a dar nome a alguma propriedade do clube. No caso, transformar o Estádio Cícero Pompeu de Toledo na Arena Emirates, a exemplo do que acontece com o estádio do Arsenal - com a diferença que este foi construído pela empresa. A hipótese não é encarada com bons olhos por membros da diretoria e do conselho são-paulino.

Edição EDIÇÃO 16967




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