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ESPORTES
Sexta-feira, 05 de Março de 2010, 21h:30

PAULISTÃO

Antônio Carlos descarta improvisações

Nada melhor do que encarar a crise para crescer e buscar os objetivos. Com este pensamento o Palmeiras encara o Sertãozinho

Antônio Carlos é fiel ao que acredita. Não vai improvisar nada no Palmeiras que hoje, às 16 horas, enfrenta o Sertãozinho, no Palestra Itália. Nem sequer passa pela sua cabeça alterar o esquema 4-4-2 utilizado desde que chegou ao clube. Ele não vai contar com Edinho, suspenso, mas terá o retorno de Léo na zaga. "Poucas vezes o Palmeiras atuou com três zagueiros em sua história. O clube está acostumado com uma linha de quatro (na defesa). Temos de continuar com isso." Se perde um meia (Diego Souza), ele escala outro: Deyvid Sacconi E se ficasse sem Cleiton Xavier, provavelmente entraria Ivo. Mas para sorte do treinador - e da torcida palmeirense - o camisa 10 treinou nesta sexta com bola e deve jogar. A não ser que volte a sentir as dores da torção no tornozelo esquerdo sofrida contra o Santo André, na quarta-feira. A receita de Antônio Carlos para os atletas pode ser interpretada quase como um apelo a quem for hoje ao Palestra Itália. Calma, muita calma. O técnico quer a equipe girando a bola, com paciência, invertendo o jogo e esperando o momento certo para dar o bote. Nada dos chuveirinhos para a área que o Verdão usou e abusou diante do Ramalhão. Ele também espera que o público compreenda isso. Nem em sonho ele imagina o Palmeiras mandando partidas em outro lugar que não seja o Palestra Itália. "Em 1993, quando cheguei no clube pela primeira vez, a pergunta foi a mesma. Queriam que jogássemos no Pacaembu. Nós temos de jogar e vencer no Palestra. Com a torcida incentivando ou não, tem que ser lá." Se fosse em uma situação normal, o Palmeiras pegaria o Sertãozinho já de olho no Santos, adversário da rodada seguinte. Mas como as coisas não estão em ordem no Palestra, o confronto deste sábado é vital para as ainda remotas chances de classificação para a semifinal. Mesmo que Antônio Carlos varie o discurso. Às vezes diz que o pensamento é o Brasileirão e a Copa do Brasil. Depois garante que o time está na briga do Estadual. "O Palmeiras está nessa situação, mas São Paulo e Corinthians não estão tão na frente assim. Vamos atrás do sonho." A equipe começa a 13ª rodada na 10ª posição. Está a cinco pontos do São Paulo, atual 4º colocado. COM CRISE SE CRESCE - Evitar falar sobre a crise e comentar o que pode melhorar tem sido a estratégia não apenas de Antônio Carlos, mas também dos jogadores. A tentativa é a de manter o moral alto no clube. "O Palmeiras não é cachorro morto", sintetizou Diego Souza. A intenção é manter a mesma toada da diretoria, que assegura ter o elenco qualidade suficiente para brigar por títulos. A única voz discordante é Marcos. Como sempre, não se furtou a dar sua opinião sem rodeios. "O que a torcida cobra é que o Palmeiras tem parecido um time comum. A equipe está limitada, mas está todo mundo trabalhando e fazendo o máximo para melhorar." A evolução é possível com vitória sobre o lanterna do Paulistão. Se não acontecer, a única coisa que vai mudar no Palestra é a intensidade das críticas. A situação do Sertãozinho, adversário do Palmeiras, hoje, é muito complicada no Campeonato Paulista. O time do interior venceu somente uma partida em 12 disputadas. Além disso, vem de três derrotas e um empate, soma oito pontos e segura a lanterna. Após a derrota diante do Mogi Mirim por 3 a 2, em casa, o técnico Paulo Comelli colocou o cargo à disposição da diretoria, mas após uma reunião na quinta-feira acabou convencido a permanecer no clube. Para a partida no Palestra Itália, o único desfalque do Sertãozinho será o goleiro Luís Henrique, expulso contra o Mogi Mirim. Dessa forma, Gilberto será o titular. No mais, Comelli aposta na manutenção do time "para ganhar entrosamento e força de grupo".A história de confronto entre os times é de apenas dois jogos. Foram duas vitórias palmeirenses. Em 2007, no Estádio Frederico Dalmazo, por 4 a 2. No ano seguinte, por 3 a 1, na Arena Barueri. PALMEIRAS Marcos; Wendel, Léo, Danilo e Eduardo; Pierre, Márcio Araújo, Deyvid Sacconi e Cleiton Xavier; Lenny e Robert. Técnico - Antônio Carlos SERTÃOZINHO Gilberto; Ricardo Lopes, Pablo, Erivelton e Rubens Cardoso; Éverton, Rodriguinho, Magal e Alex Maranhão; Thiago Silvy e Mendes. Técnico - Paulo Comelli.

Edição EDIÇÃO 16962




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