Editoriais
Terça-feira, 04 de Agosto de 2009, 22h:20
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Triste e violenta rotina
Algumas cidades no interior de Mato Grosso, ao longo do tempo, ganharam notoriedade pelo acentuado surto de progresso e desenvolvimento. O crescimento dessas unidades, resultado da exploração de recursos naturais e da atividade econômica diversificada, contribuiu para a melhoria da qualidade de vida da população. Infelizmente, ao mesmo em que abriram as portas para o progresso, essas cidades atraíram a atenção de elementos que vivem à margem da Lei, oportunizando o crescimento dos índices de violência, numa escala sem precedentes. Pólos de desenvolvimento do Estado como Sinop, Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres, entre outros, nos quatro cantos de Mato Grosso se tornaram alvos em potencial das quadrilhas, cuja ação tem provocado estragos no tecido social. A sensação de que esses locais se tornam menos habitável é patente na onda de violência que bandos armados patrocinam, sobretudo, na prática já quase rotineira dos assaltos a banco. Onde há uma agência do Banco do Brasil, a propósito, reina um clima de tensão, com a sempre desagradável sensação de que a eclosão da violência em grande parte das ocorrências, com saldos trágicos é apenas uma questão de tempo. Graças a uma política de expansão, o BB é presença certa nos quatro cantos do País, inclusive, em torrões onde a prática delituosa seria até imaginável. A ousadia das quadrilhas, no entanto, é sem limites, a ponto de desafiarem o poder de força da Polícia, num confronto de vida ou morte. Infelizmente, quase sempre, cidadãos inocentes perecem nesse episódio. Depois da frustrada tentativa de assalto a uma agência do BB, em Chapada dos Guimarães, no final do mês passado, quando cinco bandidos foram mortos pela PM, duas novas ocorrências causaram pânico aos cidadãos. Nesta terça-feira (4), em Paranatinga (Norte), uma quadrilha fez reféns, após um assalto; em Lucas do Rio Verde (Médio-Norte), um gerente foi seqüestrado, mas o assalto não se consumou, em função da ação rápida e eficaz da Polícia. Desses episódios, que se tornaram uma triste e violenta rotina, fica patente, também, que, mais tempo, menos tempo, a insegurança também vai contribuir para a reclusão forçada da população no Interior de Mato Grosso. Conspira a favor da criminalidade não apenas a ineficiência da Polícia em alguns casos, quando as quadrilhas mostram maior poder de fogo, literalmente -, mas a incompetência do Poder Público e o descaso de algumas instituições financeiras, que não oferecem a segurança necessária a uma vasta clientela. A ousadia das quadrilhas é sem limites, desafiam o poder de força da Polícia, num confronto de vida ou morte