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Editoriais
Quarta-feira, 31 de Março de 2010, 22h:00

Silval Barbosa

O momento institucional mais delicado com que Mato Grosso se deparou após a guerra com o Paraguai foi a divisão territorial para o surgimento de Mato Grosso do Sul. Com a consumação do seccionamento Cuiabá se manteve enquanto Capital prestadora de serviço e caixa de ressonância política, mas de um estado com menos de 40 municípios. Por sorte, Mato Grosso tornou-se o centro das atenções de milhares de famílias brasileiras que não encontravam horizonte nos locais onde residiam. Visto enquanto Eldorado o estado de Rondon passou a receber levas e mais levas migratórias que se deslocavam para o Nortão, as glebas de Cáceres, o Araguaia e a região noroeste. Os colonizadores dos vazios demográficos enfrentaram toda sorte de adversidades. Muitos pioneiros tombaram vítimas da ‘balária’ – conjugação de bala com malária e outros recuaram diante do ambiente inóspito. Porém, os que resistiram foram fundamentais para a edificação do alicerce do Mato Grosso de agora, vibrante, próspero, acolhedor e mais que nunca terra de grandes oportunidades. Na força da colonização pela iniciativa privada e também por determinação dos governos federal e estadual, cidades brotavam da noite para o dia. Assim nasceu Sinop, Juína, Alta Floresta, Canarana, Comodoro, Marcelândia, Gaúcha do Norte, Colíder, Novo Mundo, Matupá e dezenas de outras. Os pioneiros que eram estranhos até mesmo para vizinhos, construíram laços familiares graças ao nascimento de filhos e netos com o DNA territorial de Mato Grosso. Aos poucos, os mato-grossenses de nascimento se irmanaram aos seus coestaduanos por opção e passaram a formar a miscigenada população do melhor lugar do Brasil – país que é o melhor lugar do mundo – com seu sotaque plural que mistura o “votê” com o “tchê”, “ôxente”, “uai” e tantos outros traços regionais que tão bem caracterizam a nação. Dentre os milhares que optaram por Mato Grosso e nesta terra dedicaram seu trabalho e competência, a ela entregando sua juventude, encontra-se um dos pioneiros e colonizadores de parte do Nortão, o governador Silval Barbosa, que ontem assumiu os destinos do estado que adotou e que por ele foi adotado. Mais que vencer os desafios comuns a todos os que constroem cidades e alargam avenidas aos sonhos coletivos, Silval também é vencedor no complexo e nebuloso universo da política. Nenhum outro título que não seja “Vencedor” define melhor um ex-prefeito de uma cidade do porte de Matupá, no extremo norte do estado, que chega à Assembleia Legislativa, se reelege deputado e preside aquele Parlamento, que enquanto candidato a vice-governador compõe chapa vitoriosa ao governo e que chega ao topo do poder numa rápida e objetiva trajetória. Com a posse de Silval mais uma vez Mato Grosso diz “obrigado” aos que vieram de longe e lhe estenderam a mão num grave momento de sua institucionalidade. Estejam certos que a têmpera de Silval é a mesma que o levou a superar os percalços do passado e ela é garantia que teremos o governo que esperamos. Com a posse de Silval mais uma vez Mato Grosso diz “obrigado” aos que vieram de longe e lhe estenderam a mão

Edição EDIÇÃO 16967




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