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Editoriais
Sábado, 26 de Fevereiro de 2011, 14h:17

Rodovia dos Imigrantes

Pior, impossível! A Rodovia dos Imigrantes (MT-407) tem trecho de 30 km entre Cuiabá e Várzea Grande, funciona enquanto anel viário contornando o aglomerado urbano da Capital, está sucateada e sua pista de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) não suporta o intenso e permanente tráfego de veículos pesados nos dois sentidos. Na sexta-feira, motoristas protestaram contra a precariedade da Rodovia dos Imigrantes, que tem enormes crateras na pista e apresenta irregularidade no asfalto. O movimento foi liderado pelo presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Mato Grosso (Sindicam), Roberto Costa, que organizou bloqueios de curta duração. Não há informação confiável sobre o número de participantes, mas nos dois sentidos da estrada se formaram longas filas quando de seu fechamento ‘sanfona’ – abre, fecha, abre... O saturamento da MT-407 começou há 10 anos, com o aumento do fluxo diário de carros, que é estimado em 14 mil nos dois sentidos, com mais de 70% representados por bitrens e outros veículos pesados em trânsito para Rondônia, Acre, Bolívia e regiões mato-grossenses e, em sentido inverso, para o Centro-Sul, outras regiões e municípios mato-grossenses. Além dessa movimentação, a estrada também é utilizada por motoqueiros com interesse em seu eixo de influência. Entre os dias 2 e 5 de março de 2004 a Rodovia dos Imigrantes foi tema central do seminário “Pavimentos Rodoviários de Concreto”, realizado no auditório da Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (à época Sinfra), em Cuiabá, pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) por sua regional Centro-Oeste em parceria com o DNIT e o Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de Mato Grosso (Sincop). No seminário, técnicos da ABCP apresentaram um estudo sobre a Rodovia dos Imigrantes demonstrando que a intensidade do tráfego pesado, o regime hídrico e as altas temperaturas inviabilizam a utilização do CBUQ em suas pistas e que a solução para o problema é a substituição desse material pelo pavimento de concreto ou rígido, que é muito mais resistente e praticamente zera o custo da manutenção da estrada. Acompanhado por engenheiros da ABCP, da Sinfra e de empresas que atuam na área e por oficiais do 9º BEC, o titular daquela secretaria, Luiz Antônio Pagot, percorreu a Rodovia dos Imigrantes e concordou com a sugestão da troca do material adiantando que o governo realizaria a substituição. Pagot ainda acrescentou que além da utilização do pavimento de concreto o Estado duplicaria a estrada. Por falta de recursos orçamentários e sem conseguir fontes externas a substituição do piso e a duplicação não aconteceram. Transcorridos sete anos da realização do seminário da ABCP a movimentação de veículos é maior, a capacidade de carga da frota pesada aumentou e as condições de trafegabilidade pioraram. A Rodovia dos Imigrantes não pode mais permanecer como se encontra, nem ser tratada com paliativos tapa-buracos. Ela precisa de duplicação e de pavimento de concreto. O saturamento da MT-407 começou há 10 anos, com o aumento do fluxo diário de carros

Edição EDIÇÃO 16967




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