NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

Editoriais
Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010, 20h:02

O próximo passo

Mato Grosso tem história comum com a atividade mineral. Sua incorporação prática ao Brasil aconteceu na vigência do Tratado de Tordesilhas, firmado entre Espanha e Portugal, que dava ao primeiro a posse das terras mato-grossenses que as reconhecia como integrantes da América Espanhola. A busca pelo ouro trouxe a colonização e fez surgir Cuiabá em 8 de abril de 1719, portanto antes do Tratado de Madrid, de 13 de janeiro de 1750, pelo qual Portugal e Espanha definiram seus limites, já que os anteriores na prática não eram respeitados, sobretudo na região central do continente, onde se localiza Mato Grosso. Ouro e diamante deram o sopro de vida a Cuiabá, Diamantino, Poconé, Rosário Oeste e outros municípios nos primórdios da colonização. Na virada do século XIX e nas primeiras décadas do século XX surgiram Tesouro, Guiratinga, Poxoréu e Itiquira na esteira do garimpo. A atividade mineral se somou ao setor agropecuário no processo de ocupação do vazio mato-grossense em Alta Floresta, Peixoto de Azevedo, Matupá, Apiacás, Paranaíta, Juína e outras localidades. No começo da década de 1970 o calcário se juntou ao leque da atividade mineral e sua aplicação na correção do cerrado mudou o perfil econômico de Mato Grosso transformando-o no maior celeiro nacional de grãos, plumas, fibras e carnes. Nominar a presença mineral na economia e no campo social em Mato Grosso é impossível. Porém, é fácil reconhecer que essa atividade desde que exercida dentro dos parâmetros legais e das normais internacionais é a que causa menos impacto ambiental. Mato Grosso deve juntar seus sonhos de desenvolvimento ao caminhar histórico e solidário com a atividade mineral, porque as perspectivas nesse setor são as mais promissoras possíveis. A atividade mineral será o próximo e grande passo nessa terra governada Silval Barbosa e Mato Grosso está preparado para tanto. Suas reservas estão no centro das atenções das mineradoras; e sua política para o setor é conduzida pela Companhia Matogrossense de Mineração (Metamat), empresa presidida por João Justino Paes Barros. Há oito anos a Metamat era insolvente e agora esbanja vitalidade, atua com eficiência e ontem teve seu balanço anual referente a 2009 aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O recente anúncio feito pelo governador Silval Barbosa da descoberta de jazidas minério de ferro e fosfato em Mirassol D’Oeste sinaliza para o fortalecimento da mineração e abre horizontes para a criação de um polo minero-siderúrgico em Cáceres, o que resultará em grande transformação econômica e social na região de fronteira com a Bolívia. Tudo aponta para o começo de uma jornada mineral ainda mais abrangente e esse cenário se vislumbra no alvorecer do quadriênio administrativo em 2011/14 com Mato Grosso governado por Silval Barbosa, que carrega o DNA do garimpo de ouro em suas veias e que nessa condição saberá abrir novos caminhos ao desenvolvimento a partir da mineração. A atividade mineral será o próximo e grande passo nessa terra governada Silval Barbosa

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL