Editoriais
Quinta-feira, 27 de Junho de 2013, 20h:14
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Novas pontes
Em 20 de janeiro de 1942, Cuiabá e Várzea Grande romperam a barreira do isolamento que as separava, embora estivessem - como estão uma ao lado da outra tendo ao meio o rio que empresta o nome à capital. Isso, porque naquela data o governo estadual inaugurou a primeira ponte que as unia, dando à mesma o nome do governador Júlio Müller. A ponte Júlio Müller ancorou definitivamente as balsas que faziam a travessia de pedestres, cargas e veículos entre Cuiabá e a então vila de Várzea Grande. Com ela e outras obras importantes inauguradas quase ao mesmo tempo, Cuiabá ganhou ares de modernidade. Tais obras nasceram da visão futurista de Júlio Müller e como forma de conter a ímpeto das lideranças políticas de Campo Grande, que lutavam para transferir a capital mato-grossense para aquela cidade. Essa ponte, que durante décadas foi a única ligação entre as duas cidades, ganhou outra, paralela, que lhe confere status de duplicada e essa obra foi inaugurada em 1986 por seu idealizador, então governador e agora deputado federal democrata Júlio Campos. Com o crescimento populacional e o consequente aumento do fluxo de veículos Cuiabá ganhou três novas pontes na ligação com Várzea Grande. Uma recebeu o nome de Maria Elisa Bocayuva Corrêa da Costa, mas é conhecida por Ponte Nova; outra, na Rodovia dos Imigrantes, a MT-407, que é o funil no contorno do aglomerado urbano, por onde cruzam diariamente milhares de veículos em sua maioria de cargas, rumo norte e em sentido contrário; e a terceira, uma bonita obra de engenharia, estaiada, e que foi denominada Ponte Sérgio Motta. Mesmo com quatro pontes entre as duas principais cidades mato-grossenses, há congestionamento nos dois sentidos, principalmente nos horário de pico, porque a frota de automóveis, ônibus e motos aumentou muito nos últimos anos. Com o projeto Copa do Pantanal o aglomerado urbano ganha importantes obras de mobilidade urbana e, dentre elas, a duplicação da Ponte Maria Elisa Bocayuva Corrêa da Costa, recentemente concluída, e a ponte que dará passagem ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligará a região do bairro Tijucal e das imediações do Comando Geral da Polícia Militar, em Cuiabá, ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande cruzando densas áreas habitadas nas duas cidades. A obra da ponte que permitirá a ligação das duas cidades pelo VLT é paralela a Ponte Júlio Müller e será o último capítulo das intervenções sobre o rio pelo projeto Copa do Pantanal. A relevância do projeto Copa do Pantanal às vezes ofusca grandes obras e sua entrega aos usuários, como é o caso da Ponte Maria Elisa Bocayuva Corrêa da Costa. Essa é a realidade em Cuiabá e Várzea Grande, as duas cidades que passam por um processo de transformação urbana que mudará por completo sua infraestrutura. Feliz é o povo que recebe obras tão importantes e que nem sempre toma conhecimento dessas conquistas. Que o projeto Copa do Pantanal prossiga alcançando suas metas, porque Cuiabá e Várzea Grande merecem. A relevância do projeto Copa do Pantanal às vezes ofusca grandes obras