Editoriais
Sábado, 06 de Outubro de 2012, 18h:41
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Momento da escolha
Apesar das imperfeições do sistema eleitoral, a democracia brasileira cumpre inestimável serviço à liberdade ao assegurar ao eleitor a prerrogativa de escolher seus administradores e legisladores. Em clima democrático, seis candidatos disputam a prefeitura de Cuiabá e juntamente com eles centenas de políticos concorrem à Câmara Municipal, numa campanha onde lamentavelmente ocorreram fatos que maculam o princípio democrático, mas que felizmente não conseguem empanar a magnitude do Estado Democrático de Direito. Os 397.626 eleitores cuiabanos tiveram oportunidade de conhecer as propostas dos candidatos. No horário da propaganda eleitoral no rádio e televisão; nas entrevistas e reportagens nos jornais, revistas, sites e blogs; nas reuniões nos bairros e entidades; nos arrastões e no corpo-a-corpo; e nos debates calcados no contraditório, todos se apresentaram. Além desse leque de apresentação de planos e promessas de campanha, Cuiabá também se inteirou sobre os que pretendem administrá-la ou compor seu Legislativo, ouvindo as vozes roucas das ruas, que é onde nasce e floresce a sabedoria popular na qual se embasa o ditado, Povo é juiz que não erra. Todas as articulações possíveis foram esgotadas pelos candidatos. Militantes, cabos eleitorais, dirigentes partidários e políticos com mandatos foram ao limite de suas capacidades físicas e psicológicas em busca do voto. O desfecho dessa intensa movimentação chega ao fim hoje, nas urnas, onde protegido pelo sigilo e sem sofrer nenhum tipo de pressão o eleitor definirá com seu voto o caminho que deseja para a quase tricentenária Cuiabá. Sábio, o eleitor não escolherá apenas pelo hoje e o compromisso assumido pelo candidato com o amanhã. O ontem também pesará na escolha, porque o agora por mais dourado e sedutor que seja, nunca conseguirá apagar a trajetória do homem na vida pública. Cuiabá elegerá seu governante para o próximo quadriênio e o escolhido terá a responsabilidade de administrar uma cidade em profunda transformação. No segundo ano do mandato do prefeito que será eleito hoje, ou em segundo turno, caso nenhum dos candidatos alcance 50% dos votos mais um, serão realizados os jogos da Copa do Pantanal. O período da disputa esportiva será curto, mas o impacto desse evento será divisor de época: haverá o antes e o depois. Ao próximo prefeito será reservado assento especial na tribuna da Arena Pantanal em construção para os jogos de 2014 , mas o principal que o aguarda é uma grande carga de responsabilidade administrativa, porque não se pode conceber que uma cidade tenha tantos contrastes como se antevê para a Cuiabá da Copa do Pantanal. Portanto, que cada um vote em busca do homem capaz de retomar e concluir as obras do esgotamento sanitário, que resolva os problemas da saúde pública e agrário, que modernize o sistema de trânsito e transporte; que melhore a educação; que valorize o servidor público; e enfim, que prepare Cuiabá para seu tricentenário em 2019. O eleitor não escolherá apenas pelo hoje e o compromisso assumido pelo candidato com o amanhã