Lamentável a indiferença coletiva mato-grossense no tocante a gripe Influenza H1N1, que faz vítimas em todas as regiões do planeta e inclusive no Brasil. Por mais que as autoridades de saúde tentem sensibilizar os grupos prioritários, a campanha de vacinação não alcança o mínimo de cobertura de 80% estipulado enquanto necessária para proteger a população. Os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde são formados por servidores do setor de saúde pública e privada, indígenas de todas as etnias residentes ou não nas aldeias, cidadãos com menos de 60 anos portadores de doença ou doenças crônicas, crianças na faixa etária de seis meses até 2 anos, gestantes em todas as fases da gestação, jovens com idade entre 20 e 29 anos, portadores de doença ou doenças crônicas com idade igual ou superior a 60 anos, jovens com idade entre 30 e 39 anos e crianças na faixa etária de 2 a 5 anos. Esses grupos foram vacinados nacionalmente ao longo da campanha que se encerraria no dia 2 deste mês, mas face ao resultado alcançado, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES) decidiu dilatar para o próximo dia 12, o prazo da vacinação, para todos os integrantes dos grupos prioritários. O baixo índice da cobertura vacinal contra a H1N1 preocupa e revela absurda indiferença por parte considerável da população mato-grossense. A recusa não se justifica, porque a vacina tem eficácia comprovada laboratorialmente, com reconhecimento internacional e não apresenta efeitos colaterais. Mato Grosso precisa se mobilizar para que nos cinco dias de funcionamento dos postos de vacinação a campanha alcance o índice mínimo necessário de cobertura. Nesse momento o papel da família é imprescindível para sensibilizar os adultos e para que levem as crianças aos postos da rede pública. Quem recusa a vacina coloca em risco não somente sua vida, mas a de outras pessoas, porque em muitos casos a H1N1 é letal. A constatação da letalidade dessa gripe é razão suficiente para que as pessoas busquem cobertura vacinal. Mato Grosso tem dolorosos exemplos registrados pelos anais de sua história de pessoas que morreram vítimas da febre amarela, muito embora haja vacina contra a mesma. Pelas ruas se vê vítimas da paralisia infantil, que contraíram a doença por falta de cobertura vacinal. No futuro essa realidade pode ganhar novo componente, com vítimas da H1N1, que agora não querem se vacinar. Os postos estão abertos para a vacinação e a gripe H1N1 que assusta o mundo ronda com a propagação de seu vírus em Mato Grosso. Cabe aos omissos o dever de impedir que as probabilidades estatísticas se materializem levando crianças e adultos a óbito. Que em nome da vida todos os integrantes dos grupos prioritários tomem a vacina. Que em nome da vida todos os integrantes dos grupos prioritários tomem a vacina