Mato Grosso deve muito aos corretores de imóveis que na fase de ocupação do vazio amazônico no período compreendido entre os anos 1970 e o começo da década de 1990 foram muito importantes para o desenvolvimento e a integração nacional. No período acima citado, sobretudo no começo do mesmo, corretores de imóveis estabelecidos em Mato Grosso percorriam o Brasil de ponta a ponta vendendo lotes, áreas e glebas por informação, porque boa parte deles sequer tinha acesso por rodovia. Graças a esse trabalho milhares de famílias se transferiram para a Amazônia Mato-grossense, Araguaia, faixa de fronteira e outras regiões. Naquela época a fragilidade documental e o confuso mosaico fundiário que misturava terras de sesmarias com títulos emitidos pelo marechal Cândido Rondon resultaram em muitas demandas judiciais algumas com trágicos desfechos que podem ser compreendidas como preço pago pela colonização de uma região que anos depois se transformaria no principal celeiro agrícola do Brasil. Trabalhando com a realidade e até mesmo fantasiando situações para facilitar a venda de imóveis o corretor escreveu uma página sem a qual a economia mato-grossense não seria hoje o que é. Graças a ele e somente por sua capacidade de convencimento, muitos proprietários em outros estados venderam seus bens para investir em Mato Grosso. O tempo passou, a fragilidade cartorial dos imóveis rurais foi substituída pelo georrerenciamento e o mosaico fundiário ganhou novo conceito. Os terrenos deixaram de ser cotados a preço de banana e se tornaram áreas nobres. Os corretores também evoluíram e sua profissão perdeu o quê de aventura para se transformar em atividade regulamentada com controle externo e interno. Em Mato Grosso aos corretores especializados em imóveis rurais se juntaram os que preferencialmente atuam na zona urbana operando com intermediação de apartamentos, terrenos e construções comerciais e industriais, com lojas, construções na planta, casas, residências condominiais verticais e horizontais e outras. A expansão da atividade corretora urbana em Mato Grosso foi motivada pelo crescimento de Cuiabá e de praticamente todas as cidades. No campo, o movimento de venda é menor, porém compensado pela valorização do hectare da terra nua. Corretores urbanos e rurais formam uma só categoria e ambos podem atuar em todas as áreas, pois para tanto são regualmentados e se encontram preparados. Em todas as suas edições o Diário edita um Caderno dedicado à venda, permuta, locação e arrendamento de imóveis em Cuiabá e no interior. Pelo quantitativo anunciado é possível avaliar o trabalho dessa categoria que nesta data o Brasil reverencia com o Dia do Corretor de Imóveis. Reconhecendo a importância desse profissional o Jornal parabeniza o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 19ª Região (Creci/MT), corretor Ruy Pinheiro de Araújo e todos os filiados ao Conselho que dirige. Sua profissão perdeu o quê de aventura para se transformar em atividade regulamentada