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Editoriais
Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011, 19h:16

Corretor de imóveis

Mato Grosso deve muito aos corretores de imóveis que na fase de ocupação do vazio amazônico no período compreendido entre os anos 1970 e o começo da década de 1990 foram muito importantes para o desenvolvimento e a integração nacional. No período acima citado, sobretudo no começo do mesmo, corretores de imóveis estabelecidos em Mato Grosso percorriam o Brasil de ponta a ponta vendendo lotes, áreas e glebas por informação, porque boa parte deles sequer tinha acesso por rodovia. Graças a esse trabalho milhares de famílias se transferiram para a Amazônia Mato-grossense, Araguaia, faixa de fronteira e outras regiões. Naquela época a fragilidade documental e o confuso mosaico fundiário que misturava terras de sesmarias com títulos emitidos pelo marechal Cândido Rondon resultaram em muitas demandas judiciais – algumas com trágicos desfechos – que podem ser compreendidas como ‘preço’ pago pela colonização de uma região que anos depois se transformaria no principal celeiro agrícola do Brasil. Trabalhando com a realidade e até mesmo fantasiando situações para facilitar a venda de imóveis o corretor escreveu uma página sem a qual a economia mato-grossense não seria hoje o que é. Graças a ele e somente por sua capacidade de convencimento, muitos proprietários em outros estados venderam seus bens para investir em Mato Grosso. O tempo passou, a fragilidade cartorial dos imóveis rurais foi substituída pelo georrerenciamento e o mosaico fundiário ganhou novo conceito. Os terrenos deixaram de ser cotados a preço de banana e se tornaram áreas nobres. Os corretores também evoluíram e sua profissão perdeu o quê de aventura para se transformar em atividade regulamentada com controle externo e interno. Em Mato Grosso aos corretores especializados em imóveis rurais se juntaram os que preferencialmente atuam na zona urbana operando com intermediação de apartamentos, terrenos e construções comerciais e industriais, com lojas, construções na planta, casas, residências condominiais verticais e horizontais e outras. A expansão da atividade corretora urbana em Mato Grosso foi motivada pelo crescimento de Cuiabá e de praticamente todas as cidades. No campo, o movimento de venda é menor, porém compensado pela valorização do hectare da terra nua. Corretores urbanos e rurais formam uma só categoria e ambos podem atuar em todas as áreas, pois para tanto são regualmentados e se encontram preparados. Em todas as suas edições o Diário edita um Caderno dedicado à venda, permuta, locação e arrendamento de imóveis em Cuiabá e no interior. Pelo quantitativo anunciado é possível avaliar o trabalho dessa categoria que nesta data o Brasil reverencia com o “Dia do Corretor de Imóveis”. Reconhecendo a importância desse profissional o Jornal parabeniza o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 19ª Região (Creci/MT), corretor Ruy Pinheiro de Araújo e todos os filiados ao Conselho que dirige. Sua profissão perdeu o quê de aventura para se transformar em atividade regulamentada

Edição EDIÇÃO 16966




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