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Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011, 21h:00

Cáceres 233 anos

Quando os limites territoriais da Coroa Portuguesa na América do Sul suscitavam dúvidas, Lisboa tratou de consolidar a ocupação da região oeste do Brasil construindo fortificações militares e cidades ribeirinhas ao rio Paraguai. Assim, em 6 de outubro de 1778 o governador de Mato Grosso e general Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres fundou à margem esquerda daquele rio a vila que mais tarde seria a envolvente e progressista cidade de Cáceres, sede de um município pantaneiro maior que Israel. A bicentenária Cáceres sempre foi vanguarda de integração, desenvolvimento e cultura mato-grossense. O acolhedor povo da Terra de Albuquerque está em permanente processo de miscigenação pela contínua chegada de novos moradores oriundos de todos os rincões, que são seduzidos por suas oportunidades de negócios e suas belezas naturais, mas mesmo assim mantém seus imutáveis traços de identidade. Cáceres sempre respondeu presença aos chamamentos do Brasil. Seus filhos lutaram nas guerras contra o Paraguai e o Nazismo. Seu seio acolhedor recebeu de braços abertos o revolucionário baiano e médico Sabino Vieira, do qual recebeu o melhor de seu saber profissional e ao qual retribuiu dando a uma de suas ruas o nome de “Dr. Sabino Vieira”. Da luta pelo conhecimento e o saber Cáceres construiu as bases daquela que mais tarde seria a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), que mantém naquela cidade seu principal campus, que se multiplica em campi espalhados por outras regiões. Ponto equidistante do Corredor Bioceânico Cáceres espera pelo empenho do governo federal e das forças políticas mato-grossenses para a consolidação da grande malha rodoviária pavimentada ligando São Paulo aos vizinhos continentais Bolívia, Chile e Peru. De igual modo espera que gestões diplomáticas derrubem a absurda reserva de volante em território boliviano aos nascidos naquele país, para facilitar a interligação de uma grande região da América do Sul. O gasoduto Bolívia-Mato Grosso cruza o município de Cáceres, onde não há venda de gás natural veicular. A economia cacerense precisa de imediata instalação de um city gate naquela cidade de modo a permitir a distribuição do gás naquela região. A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) é antigo sonho cacerense, mas sua cristalização sempre esbarra em empecilhos políticos, na disputa de mercados regionais e até mesmo na falta de orçamento. A ZPE tem que entrar em operação o quanto antes. A malha rodoviária paralela a Bolívia é pesada rota do narcotráfico. Essa situação pode bem ser amenizada e reduzida a níveis ditos suportáveis desde que haja ocupação populacional em suas margens e eixo de influência. O porto de Cáceres é o terminal de embarque mais ao norte da Hidrovia Paraná-Paraguai e mesmo sendo muito importante ao Mercosul recebe rótulo satanizado de organizações ambientalistas. Ao povo desta cidade singular, os cumprimentos e a solidariedade do Diário por seus 233 anos. A bicentenária Cáceres sempre foi vanguarda de integração, desenvolvimento e cultura mato-grossense

Edição EDIÇÃO 16964




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